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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Historieta de mora

 Acabei de estar ao telefone 14 minutos e tal com os Correios. Quási um quarto de hora. Os primeiros 2 minutos e meio foram uma gravação sobre I.V.A., desalfandegamento e atrasos; ao depois atendeu-me outra gravação com opções para eu escolher o atendimento — a primeira delas era se queria atendimento em inglês; ao depois, como não escolhi o inglês, atendeu-me uma gravação a dizer que o atendimento estava demorado e, passados minutos com uma musiquinha, atendeu-me uma senhora brasileira.
 Ao todo, até aqui, não sei se mais de 5 minutos de gravações.
 Expus o caso: uma encomenda enviada do Norte anteontem à tarde via correio expresso chegou a Lisboa ontem às cinco e tal da manhã e até agora, nada; quando a receberia? Pediu o código e eu dei-lhe.
 A senhora brasileira disse-me que passaria em seguida a chamada à linha C.T.T. Expresso porque era com eles. Atendeu-me aquela gravação anterior a dizer que o atendimento estava demorado e, passado tempo com uma musiquinha, atendeu-me outra senhora brasileira (como eu não escolhi o inglês…)
 Expus outra vez o caso: uma encomenda enviada do Norte anteontem à tarde via correio expresso chegou a Lisboa ontem às cinco e tal da manhã e até agora, nada; quando a receberia? Pediu-me o código e eu dei-lhe. Pediu que o repetisse e eu repeti-lho. Pediu que aguardasse e aguardei. Entre tanto ouvi a musiquinha da gravação do atendimento demorado.
 Tornou a segunda senhora brasileira e explicou que sim senhor, a encomenda fôra entregue ontem àquela hora da madrugada de ontem no centro de distribuição de Loures e que devia ter-me chegado ontem, mas que, por um atraso, não me chegou. Concluiu que deligenciara [diligenciara, digo] havia instantes para que me chegasse hoje.
 Agradeci-lhe e procurou-me se havia algum outro assunto em que me pudesse ser útil.
 Que não, obrigado!
 Despediu-se desejando-me bom dia e bom fim-de-semana, ao que retribuí — igualmente!


 Ontem li que o governo vai renovar a concessão do serviço postal nacional aos C.T.T.
 Fica a imagem actual dum marco do correio daqueles antigos. O título da fotografia, porém, é outro.


Shit… [Marco do Correio],
M… [arco do Correio], Portugal, [s.d.].
Lei Ca, in Flickr.

4 comentários:

  1. Agradeço-lhe os três minutos de risada salutar que me proporcionou.
    Bons deuses lhe preservem esse humor.

    À margem: quinau em «deligenciara» ou a brasileira 'falou' mesmo assim?

    Saudações e ... bom fim-de-semana.

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  2. Diligenciei mal. Influência da mala-posta…
    Obrigado, igualmente!

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  3. Pois, lucro de 19,6 milhões de euros em 2018 é uma barrigada da jantarada da privatização.
    Os CTT nunca deveriam ter saído como um serviço prestado pelo Estado à população.
    Provavelmente o mau serviço não ficará por aqui, o negócio da privatização estava interessado na criação do Banco CTT, agora qualquer drogaria pode "franchisar" como Estação dos Correios.
    Cumpts.

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  4. Também me parece. No fim ficam com o banco e o serviço postal que se lixe. O Estado que o compôs, pois, que o recomponha.
    Cumpts.

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