Sentados na varanda numa daquelas noites algarvias.
— Que é aquilo?!
Olho e vejo um bicho felpudo caminhando lentamente para nós no meio da varanda. Reaparece-me na ideia o cão piruças da Janja do 2.º, a neta da vizinha Vicência. Mas, aos anos que isso foi, é impossível, que raio!
— É a minha gata — ouço do vizinho. — Quando os senhores não estão passa daqui em volta do muro e vai para aí. Peço desculpa! Pus cá isto a barrar a passagem, mas ela passa à mesma. Depois deita-se aí por cima das coisas.
Pego na gata que reclama — miaaau! — sem espernear, e passo-a ao vizinho.
Ficamos contentes da visita e da história para contar. Estes dias têm muito pouco que se lhe diga.
Esta manhã salta-nos o bichano no meio da sala por uma janela aberta. Pego-lhe e reclama sem espernear — miaaau! — Fazemos-lhe uma festa e pomo-lo pela janela de volta para a varanda. Foi a seguir explorar a janela da cozinha.

Como todas as boticas vendem tudo (até morfina, et al) aos conhecidos e sem receita alguma, eu iria comprar um fármaco (paracetamol ou ibuprofeno que são óptimos para lhe oferecer, com açúcar ou com um resto de peixe.
ResponderEliminarOs mencionados só lhes higienizam (*) a saúde.
cumps
(*) modernice usada nos hospitais = a limpar.
Que grande selvagem.
ResponderEliminarÉ verdade! A higienização é agora o supra-sumo do velho alimpar. Chic a valer, diria o Damasosinho. Hei-de informar a colaboradora.
ResponderEliminarNo principal, fica o recado, embora o bichano nos não mereça cuidado.
Cumpts.
É de ser felpudo.
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