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domingo, 2 de maio de 2021

Aquella casa…

 Aquella casa n' aquella photographia d' aquella rua então, que despertou vasta curiosidade, acha-se na imagem aqui. Vêdel-a lá? Não é difficil identifical-a. Salvo êrro era o n.º 27 da Rua do Arco do Cego no tempo em que se finavam as quintas do dicto Arco do Cego. Com a abertura da Rua de D.ª Philippa de Vilhena e a fatal obliteração do primeiro trôço da velhinha Rua do Arco do Cego, que vinha da Duque d' Avila, ficou com o n.º 14 da novissima D.ª Philippa de Vilhena. Claro que n' esta morada hoje a casa é outra.


Casa da Moeda e R. de D.ª Filipa de Vilhena em construção, Arco do Cego (E. Portugal, 1940)
Casa da Moeda e Rua D.ª Philippa de Vilhena em construcção, Lisboa, 1940.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

12 comentários:

  1. Pois se não é, é o diabo por ela
    ehehe

    Até o lado da escada da chaminé coincide

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  2. Anónimo3/5/21 16:50

    Já tinha visto esta fotografia, também me parece ser a tal casa "palacete".
    Agora surge outra dúvida, em que cruzamento da Filipa de Vilhena se situa: com a António José de Almeida ou com a João Crisóstomo?
    Nesta fotografia, no lado direito, parece ser construção da Casa da Moeda, neste caso será o quarteirão que vem da João Crisóstomo até à António José de Almeida e o homem das obras dirige-se para o lado da frontaria do edifício principal.
    Quer dizer se for o cruzamento com a João Crisóstomo é o actual n.º 14 da Filipa de Vilhena ou com a António José de Almeida o n.º 24. Nas traseiras dos prédios com a António José de Almeida fica o logradouro do que ainda resta da Rua do Arco Cego com uma casa n.º 54.
    Outro pormenor da casa "palacete" é sabermos qual o lado seria a entrada principal.
    Cumpts.


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  3. A entrada principal, se for o mesmo da primeira fotografia, ficava para a rua transversal à estrada grande que era nova e desembocava na rua com as chaminés. Esta foto é de outra data.

    Na outra é bem visível a entrada ladeada por dois pilares e os raios de sol rasante passam para a rua onde estão as pessoas e os carros.

    Sendo a mesma, e nota-se que ali já estava tudo em escombros mas tinha dois andares, a entrada é mesmo em frente.

    Daí eu ter dito que seria rua de sentido Norte/Sul, porque o sol baixo ou é matinal ou de fim de tarde e tem todo o ar pela azáfama.

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  4. Já tinha colocado o recorte mas coloco de novo.

    Na outra foto, a casa aparecia recuada e com mais construções a serem deitadas abaixo mas a entrada era pela parte da rua fronteira ao próprio frontão principal que aqui aparece de frente e na outra de lado, porque a outra fotografia foi tirada para valorizar a abertura da estrada e mais nada. E por isso tinha árvore a ser plantada e casas a serem destruídas e na rua movimentada o calcetamento terminava antes.

    https://i.gyazo.com/32c3d09c2703cc21cc03869ed29ecc30.png

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  5. A casa vai assignalada com o n.º 5 no mappa. Dava frente para a Rua do Arco do Cego e tinha jardim de buxo. No plano das avenidas que extinguiu o trôço da Rua do Arco do Cego de trás do Technico ficou, sabemos agora, com serventia às avessas, pela Philippa de Vilhena. No n.º 14, salvo êrro, morada que no archivo municipal referente ao processo de obra do prédio que hoje lá está é ainda designada simultaneamente com Rua Philippa de Vilhena, 14 / Rua do Arco do Cego, 27.
    Cumpts.

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  6. Qual a explicação que encontra para, na primeira fotografia, tudo em redor estar urbanizado, e com a estrada nova e bem ampla lateral à casa e a desembocar na rua das chaminés (que reparei também ser descendente) e nesta, aquando da construção da Casa da Moeda ser apenas tudo mato em volta?

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  7. O tempo e as obras públicas. A photographia de Novaes é de fins dos annos 40. Esta aqui, de Agosto de 1940. Pelos alvores dos annos 30 via-se já tudo em convulsão, mas ainda a João Chrisostomo se não projectava até ao Technico. O plano das avenidas novas (ou novissimas) progrediu infrene n’ aquelles annos, como sabemos.
    No tempo de Ressano Garcia o plano da Rua do Arco do Cego ainda se integrava nas avenidas assim.

    Cumpts.

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  8. Anónimo6/5/21 17:18

    Outro pormenor interessante.
    Lembro-me 1961-63 haver um Ramal da Carris entre o Campo Pequeno e o Bairro do Arco Cego.
    Julgo ter sido o trajecto primitivo do eléctrico 3 Caminhos de Ferro-Arco Cego que seguia até ao Campo Pequeno e com o Ramal chegava ao Bairro.
    O trajecto primitivo pelo Campo Pequeno-Av. da República-Estação do Arco Cego só poderia ser assim devido aos edifícios existentes na Rua do Arco Cego e a quintas de "palacetes" taparem a possibilidade de passagem.


    Cumpts.

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  9. Anónimo7/5/21 00:25

    Exactamente.
    Na fotografia da Jardim Constantino, podemos ver o prédio
    junto da paragem que no r/ch. funcionou o "Lambretta Club" e depois até à demolição o Instituo Helen Keller.

    Cumpts.

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  10. E na esquina com a Paschoal de Mello ainda resistia o palacete dos primórdios da rua, ao depois substituído pelo moderno da Junta Distrital. Até êste agora decadente, tristes tempos.
    Cumpts.

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