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sábado, 24 de abril de 2021

E esta rua agora?…

Uma rua que vem aqui. Outra que vai para ali. Umas chaminés altas compondo o lugar lá de ante…
Vá-se lá agora achal-a!


 


Rua de Lisboa, Portugal (M. Novais, s.d.)
Rua de Lisboa, Portugal, [s.d.].
Mario de Novaes, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.



Addenda em 29 de Abril:


 A casa que é o objecto da imagem acima, com telhado de quatro aguas, platibanda de balaustres interrompida por janellas de frontão á frente e a trás, mais janellas de agua furtada nas fachadas lateraes, é a terceira do lado direito na photographia que accrescento em baixo.


25 de Fevereiro - 1909


 Visita ao Coelho de Carvalho, que está doente, e mora n' um velho palacio, na rua do Arco do Cego. Moveis Imperio, uma cama imponente com golphinhos doirados e espelhos, falsos quadros de mestre nas paredes d' estuque, onde todos os caiadores de Lisboa pintam sempre o mesmo friso azul ferrete, e salas que se sucedem com alguns moveis antigos isolados. São restos de grandeza d' uma existência d' artista...


Raul Brandão, Memorias, 1.º vol., Renascença Portuguesa, Porto, [1919], p. 214.



 Um velho palacio na Rua do Arco do Cego?… Vêde lá se fosse!… Haviamos aqui meia descripção do interior.


 


Rua do Arco do Cego [vista S. desde o cruzamento da Av. Ant.º José de Almeida], Lisboa (Eduardo Portugal, 1940)
Rua do Arco do Cego [vista S. desde o cruzamento da Av. Ant.º José de Almeida], Lisboa, 1940.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

 Ficava, como se vê, no trôço inicial da velhinha Rua do Arco do Cego, que jaz de todo esquecida e apagada nos quarteirões entre a Philippa de Vilhena e o Technico. O primeiro commentario acertou em cheio e d' elle percebi logo o que estava a vêr: a esquina da futura embaixada de Argentina ao Arco do Cego. Antes estava á nora, devo confessar. Em boa hora a publiquei.
 Ainda não arranjei tempo de lêr bem os commentarios, mas quero lêl-os, porque já vi que tẽem achegas muito interessantes. A tempo lhe responderei.


 Obrigado aos benevolos leitores.

42 comentários:

  1. André Santos25/4/21 23:52

    Pela posição do edifício em primeiro plano, em cota inferior à rua com a Fábrica de Cerâmica Lusitânia como fundo, terei de colocar as minhas fichas no cruzamento da Rua João Crisóstomo com a Rua Filipa de Vilhena.
    Cumprimentos

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  2. Tenho dúvidas por causa da série de outras chaminés mais abaixo e por se notar que é uma calçada mas os candeeiros são dos anos 50-60

    Não sei se não será para os lados do Beato/Marvila

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  3. André Santos parece ter razão.
    No lado esquerdo da fotografia, ao fundo, parece ser o edifício sede da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia e a seguir o grande edifício com janelas a fábrica, que se situavam na Rua do Arco Cego hoje local da sede da CGD.
    Mas o prédio, em primeiro plano, à direita da foto parece ser de construção recente à fotografia e no caso, também, situado na Rua do Arco Cego, agora uma praceta sem saída, que julgo já não existir para testemunhar o "mistério".
    Cumpts.

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  4. É mesmo um mistério e por várias razões custa-me a crer que ficasse no dito cruzamento

    Tem uma calçada em rampa muito larga e alcatroada.
    Em baixo, à esquerda, pode-se ver pelo menos duas chaminés sendo que a mais distante é traseira ao edifício. Portanto, local fabril.

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  5. neste video (https://www.youtube.com/watch?v=_M4E1-e-fi8) fica-se com uma ideia dos terrenos em volta e não tem semelhança com o palacete e urbanismo que é visível na foto.

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  6. A Rua do Arco Cego começava numa descida próximo da estátua de António José Almeida.

    Cumpts.

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  7. Pois tem razão. Esta fotografia é um quebra-cabeças.
    Eu não fu logo para a fábrica de Cerâmica porque o número de janelas que se vê ao longe não corresponde, apesar de ser parecido.

    Mas, a falar verdade, também tenho dúvidas que seja na parte Oriental, porque há por ali prédio demasiado bom e bonito que não me parece tão característico dessa zona
    Deixei a hipótese de Alcântara ou mesmo da zona de Campo de Ourique.
    Aqui no Arco do Cego como era? havia todo aquele descampado em redor da fábrica, ou urbanismo perto como é visível nesta fotografia?
    Não sei. E também é uma foto curiosa porque nem tem tema! quem fotografou não se preocupou em documentar nada de especial. Nem sequer as fábricas. Por isso é que o enquadramento é mesmo uma boa viagem para "experts" olisiponenses

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  8. Não vejo semelhança comparando assim:

    assim (http://2.bp.blogspot.com/-V2xVRfR4H2g/VQYBPaJtGEI/AAAAAAAABeM/la1PMlJ4Dcg/s1600/1924-Anuncio_thumb8.jpg)

    e
    assim (https://lh3.googleusercontent.com/-7ArFlaHqwS8/WXxIoYbCgII/AAAAAAAB3bo/uYqe8_NtM4gL7_0Eb5gFTK2MdSUPCJ3-wCHMYCw/w1200-h630-p-k-no-nu/Empresa+de+Cer%25C3%25A2mica+de+Lisboa_thumb%255B3%255D?imgmax=800)

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  9. Francisco Delgado28/4/21 23:13

    Penso ter razão no que diz. Concordo que é nesse cruzamento e parece-me que os prédios visíveis em primeiro plano existam ainda hoje.

    A minha análise encontra-se aqui:
    https://imgur.com/gallery/gcNvo4D

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  10. Francisco Delgado28/4/21 23:15

    Penso que a resposta inicial de André Santos estava correcta.

    A minha análise encontra-se aqui:
    https://imgur.com/gallery/gcNvo4D

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  11. Também penso que sim.
    A primeira grande chaminé a seguir ao prédio ficava ao lado duma grande casa velha, julgo que em 1963 ainda lá estava, no entroncamento com a Av. Visconde de Valmor, precisamente no fim da Rua D. Filipa de Vilhena agora com um grande prédio de dez andares em gaveto.
    Por isso a fotografia é no cruzamento Av. João Crisóstomo-Rua D. Filipa de Vilhena e no local do "palacete" esta o prédio da Embaixada da Argentina.
    Achei?

    Cumpts.

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  12. E uma hipótese que tem falhas:
    1- As clarabóias são todas iguais, sejam dos anos 40 a 60.
    2- Aqueles prédios foram feitos um a um ou era um bairro mais recente para serem todos iguais?

    3- A chaminé que indica fica do lado oposto à rua. Mas há uma que é do lado do prédio das varandas, mais ao fundo e que até é rente ao chão.

    Depois nota-se que é uma zona muito povoada e antiga. O que não corresponde a esse local

    Por outro lado a calçada é muito mais ampla e deve ser o elemento mais moderno, porque o resto estava em obras. Até a árvore plantada defronte era recente.

    Se encontrar os detalhes da rua das varandas com chaminé rente e próxima acertou, pois!

    O prédio da Embaixada? não faço ideia. É prédio antigo todo estragado mas com outros altos ao lado que tinham de ter sido deitados abaixo.

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  13. E uma hipótese que tem falhas:
    1- As clarabóias são todas iguais, sejam dos anos 40 a 60.
    2- Aqueles prédios foram feitos um a um ou era um bairro mais recente para serem todos iguais?

    3- A chaminé que indica fica do lado oposto à rua. Mas há uma que é do lado do prédio das varandas, mais ao fundo e que até é rente ao chão.

    Depois nota-se que é uma zona muito povoada e antiga. O que não corresponde a esse local

    Por outro lado a calçada é muito mais ampla e deve ser o elemento mais moderno, porque o resto estava em obras. Até a árvore plantada defronte era recente.

    Se encontrar os detalhes da rua das varandas com chaminé rente e próxima acertou, pois!

    O prédio da Embaixada? não faço ideia. É prédio antigo todo estragado mas com outros altos ao lado que tinham de ter sido deitados abaixo.

    O detalhe que falta por explicar é esta rua movimentada, fabril, calcetada e antiga, com as chaminés rente e outra atrás. https://i.gyazo.com/ba9e47812c63aaf5c4e7b3cc486e0964.png

    Porque pela explicação, então os telhados ao fundo não eram da fábrica e esta ficaria para cá da foto. O telhados em triângulo não são os mesmos da fábrica de cerâmica que estava onde agora está a CGD.

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  14. O que me intriga e tinha de ser decifrado era isto:

    https://i.gyazo.com/2691128007b8c1edb731371db19bab85.png
    Porque esta é a rua principal, movimentada, com o portão da quinta do dito "palacete" virado para ela e até com suposta caixa postal à entrada.

    Mais atrás a rua é estranha antes de se chegar aos edifícios que v.s identificam como os da fábrica da Cerâmica e que eu duvido.
    Porque a rua tem um troço apertado mas com construções complicadas. Vê-se até uma espécie de arco ao pé da chaminé que assenta directamente na rua. E o arco ou arcos, até me parecem arcos-botantes de algum antigo convento. O que faria sentido se associarmos ao resto do edifício mais atrás deles com forma de cabeceira.

    Aqui: https://i.gyazo.com/76a32b90b3967004bda896fd17d24e0e.png

    O que poderia ser isto que é bem antigo?

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  15. Acho que para ser esse local tinha de se saber como era nos anos 40/50. A foto deve ser dessa altura pelo modo de vestir das pessoas.

    E a foto mostra um local antigo, com construções ainda mais antigas mas muito movimentado e fabril.

    Ora a minha pergunta é apenas esta. Como era a zona da João Crisóstomo e Filipa de Vilhena e até o local da Casa da Moeda que fica defronte do tal "palacete" que daria origem à Embaixada da Argentina, nos anos 40/50.

    Era assim? popular, com roupa pendurada à janela, como várias fábricas e foi aí que se encontraram grandes terrenos sem nada para construir a nova fábrica da Cerâmica ao Arco do Cego?

    A zona mais rica e industrial nessa altura era Lisboa Oriental- de Xabregas a Marvila. Fora isso havia Santos, Alcântara e tv tb a zona das Amoreiras

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  16. A Casa da Moeda foi feita pelo Jorge Segurado no início dos anos 40. O bairro moderno do Arco do Cego, junto ao que vai ser a Filipa de Vilhena, também é dessa altura.

    A fábrica da Cerâmica do Arco do Cego instala-se nos terrenos da quinta das Galveias. Inicialmente nada disso era muito industrial e populoso.

    Por isso, de que data tinha de ser a fotografia?

    (Os detalhes de chaminés e clarabóias, parecem-me absolutamente secundários porque são todos iguais). O que é diferente é a zona circundante e quem a habita.

    Não sou estudiosa do assunto e não consigo identificar a fotografia. Apenas disse que os telhados não correspondem à fábrica e agora confirmam que não podiam ser, pois a fábrica estaria antes da calçada em primeiro plano.
    Nesse caso, também o edifício das varandas não corresponderia porque tudo isso tem distâncias bem diferentes do espaço curto e apertado desta fotografia.

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  17. Vi o acrescento e é tudo muito sedutor e continua intrigante.

    A questão que então se levante é que casa é esta, considerada a da Fábrica da Cerâmica.

    Aqui: https://i.pinimg.com/originals/55/8e/2a/558e2a446a53a58018346db103943feb.jpg

    Comparar com a da foto que tem perto de 5 andares e sem correspondência com o resto da rua (mas é mesmo muito parecida até pelo edifício ao fundo). Acho que só com levantamento da história dos locais propostos se pode inferir ou negar hipóteses

    Comparar a casa da Cerâmica com o que se pode tirar desta fotografia. Não corresponde

    https://i.gyazo.com/c2b89252695e104edd64f2e410b659b3.png

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  18. Então pronto.
    Vou dar um palpite.
    Parece-me ser local para os lados do Beato (entre grilos e grilas e calçadas por construir).

    Os edifícios eram altos, como este:

    https://i.pinimg.com/originals/6e/d9/e4/6ed9e4d78fd51ed372131c972b45728a.jpg

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  19. Para ser a casa que diz, tinha também de ser esta aqui:
    https://lisboadeantigamente.blogspot.com/2015/12/rua-do-arco-do-cego.html

    a primeira do lado direito.
    É impossível pelo resto que a continua e pelo alinhamento face á rua mais larga que desce.

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  20. Para ser essa casa da segunda hipótese que deixou, tinha de ser frente ao jardim do bairro social do Arco do Cego.

    Aqui vê-se melhor e também não corresponde

    https://lisboadeantigamente.blogspot.com/2015/12/rua-do-arco-do-cego.html

    Faltava identificar um prédio que tem todo o ar de ser mais recente e que não faz sentido ter sido deitado abaixo.

    Este: https://i.gyazo.com/3f8dc9311b18e9f5d57d1ca71157bb4c.png

    é particularmente característico pelo tipo de escada e forma como termina

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  21. Engraçado é que a segunda fotografia que publicou (e já tinha publicado antes) tem prédios com bandeiras da Suíça à janela. E do lado oposto a tal que diz ser a mesma também tem bandeiras penduradas e é rente à rua e nada a ver com a esquina junto à rampa da primeira foto, com entrada fronteira de quinta.

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  22. Zazie estávamos em 1940, ano dos centenários, as bandeiras não são da Suíça (vermelha-cruz branca)mas sim as bandeiras brancas-cruz azul da monarquia.
    A casa que se vê à dta. apalaçada ainda está numa pequena praceta, escondida, como Rua do Arco Cego, agora início da desta rua.
    Estes prédios do lado esq. foram demolidos e, agora, são traseiras doutros edificados na Rua D. Filipa de Vilhena.

    Cumpts.

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  23. Pois é. É bem provável porque está tudo engalando.

    O resto não sei pelos motivos que expus. Aquela casa que dizem ser da fábrica da Cerâmica Lusitana não é.

    E as ditas fábricas ao fundo também não são.
    O resto não sei mas sei que quem explicou com os exemplos dos prédios modernos que ainda lá estão, está redondamente enganado.
    Toda aquela urbanização é bem recente e nada tem a ver com a rua velha fabril com prédios de águas furtadas.

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  24. Notável! Desvendou logo. A chave foi a Cerâmica, que eu nem identifiquei.
    Cumpts.

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  25. A Rua do Arco do Cego começava na confluencia da Duque d’ Avila, da Visconde de Sanctarem e da Rua dos Açores.
    Cumpts.

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  26. Este gradeamento da Rua do Arco Cego que vemos na foto já não existe. Este local é, agora, uma praceta/beco com o mesmo nome de Rua do Arco Cego e a casa que vemos no lado direito ainda lá está e os prédios à esquerda foram demolidos e agora são traseiras dos prédios da Rua D. Filipa de Vilhena construídos em meados dos anos 60.
    No local da primeira chaminé no lado esquerdo da fotografia anterior está um grande prédio dos anos 90 que quase faz entroncamento com a Av. Visconde de Valmor e com gaveto com a Rua do Arco Cego. Ao fundo com outros chaminés está o edifício sede das Cerâmicas Lusitânia e a seguir o edifício com janelas era a fábrica.
    Tudo o que descrevo conheci no ano de 1963.

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  27. Claro que esses prédios são dos anos 60. Por isso é que eu disse que aquela "reconstituição" do Francisco Delgado não tinha ponta por onde se pegasse.

    E a foto inicial deve ser mesmo mais antiga que as outras do mesmo local que são conhecidas.

    Hei-de dar uma volta por lá para ver se ainda está aquele edifício da quinta que, na altura (inícios dos anos 40 ou finais dos 30) já estava todo em ruínas- o dito "palacete". Porque a platibanda nada tem a ver com o que aparece nas outras fotos e nem estava na esquina da dita alameda.

    Agora uma coisa sou capaz de apostar- o edifício da Cerâmica Lusitana não aparece na primeira fotografia nem nas demais.

    Vou dar uma volta por lá a ver.
    Estas coisas são charadas muito curiosas.

    Necessitam de saber olhar mapas, por um lado, por outro de atender bem aos detalhes (eu reparei na orientação da rua em direcção ao sol. O sol que devia ser nascente (tem ideia de ser manhã) aparece pela abertura do muro da quinta e, mais atrás, também, depoiis daquela chaminé muito próxima- o que indica que havia ali mais outra transversal e a rua devia ser Norte/Sul

    Para além disso é preciso saber-se datações de construções e urbanismo e isso é o que deita por terra aquela ideia de identificar urbanismo dos anos 60 com outro que devia de vir (na melhor das hipóteses) dos finais do século XIX - ou muito mais antigo- o palacete seria do século XVIII- nunca poderia ser um prédio dos anos 60 da Filipa de Vilhena.

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  28. Calhando expliquei-me mal.
    Nesta fotografia, que era o início da Rua do Arco Cego, com o gradeamento na rampa para a Ant. José de Almeida, no lado direito a seguir ao candeeiro de rua está uma casa de 1º. andar, esta casa ainda lá está, mas agora este local é uma praceta/beco mantendo o nome de Rua do Arco Cego.
    A outra fotografia, a do tal "palacete", é no já referido cruzamento João Crisóstomo-Filipa de Vilhena está tirada em grande plano e fundo do lado esq. parece mais próximo.
    Agora, até já estamos "desconfinados" uf!, se se der ao passeio pode verificar na frente do entroncamento da Filipa de Vilhena-Visconde de Valmor aparecem prédios de 5 andares contruídos nos anos 1962-63 e no gaveto um de 10 andares talvez de 1997-98 precisamente no local da chaminé alta. Ao fundo, ampliando a foto vê-se melhor, está o edifício sede da Cerâmica e o da Fábrica situados no local agora ocupado pelo jardim e o edifício da CGD.
    Esta foto do gradeamento é de Agosto de 1940 e tirada virada a norte, talvez perto do meio-dia por o sombra se projectar quase a pique.

    Cumpts.

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  29. ...no seguimento.
    A tal casa que me refiro a seguir ao gradeamento é actualmente o Centro Intergeracional do Areeiro, pertencente à Junta Freguesia do Areeiro, na Rua do Arco Cego 54(?), "encravada" no início da Rua Costa Goodofrim.

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  30. rectifico
    A Embaixada da Argentina é no outro cruzamento com a Casa da Moeda.

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  31. Sei do que está a falar. Das traseiras do mamarracho onde mora (ou morou) o Duarte Lima. Mas a Rua do Arco do Cego não commecçava ahi; vinha da Duque d' Avila. Se vir nos mapas do Guglo os logradouros do quarteirão da embaixada da Argentina perceberá o eixo velha Rua do Arco do Cego.
    A photographia do «sobe e desce» da Ant.º José de Almeida aponta a Sul e não a Norte; para o lado opposto à Costa Godolphim e ao B.º do Arco do Cego.
    Cumpts.

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  32. ...no seguimento
    Afinal, nada se perde tudo se encontra.
    A primeira fotografia é no cruzamento Casa da Moeda-Filipa de Vilhena-Ant. José de Almeida.
    No Arquivo fotográfico da Câmara de Lisboa há uma foto de Eduardo Portugal, de 08-1940, apanhando o "palacete", a construção da Casa da Moeda e a Rua D. Filipa de Vilhena ainda caminho de cabras.
    Noutra fotografia do mesmo Arquivo há uma fotografia de Arnaldo Madureira, de 1960, da demolição do local do gradeamento que ligava a Rua do Arco Cego-Av. Ant. José Almeida, e vemos a tal casa a seguir ao candeeiro e ao fundo o edifício da sede da Cerâmicas Lusitânia, chaminés e fábrica.
    A consulta no Arq.(à borla ena, ena)é procurando fotografias Avenida António José de Almeida.
    Agora pra mim está achado, ponto final
    Cumpts.

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  33. Ok. Obrigada

    Isso de desconfinar ou não para mim é igual ao littro. Sempre saí de casa e fiz kms a pé mesmo em confinamento.

    Vou ver pois. Hoje não dá que acabo de levar a Astra que deve ser bacana por ser mais forte

    Entretanto, não sei se reparou, mas em 41 já havia eléctricos no Arco do Cego. A foto tem de ser um bocado anterior, porque nem obras se notam.

    Mas vou ver pois. Se há coisa que gosto é mesmo de andar à cata deste tipo de coisas escondidas

    Cumps

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  34. Certo. Esse mamarracho faz gaveto com a D. Filipa de Vilhena.
    E também é certo "o sobe e desce" ligava à Av. Ant. José Almeida e continuava até à Duque d'Ávila, mas não pode ter sido tirada virada a sul, nesse caso seria depois da Avenida e o fundo seria a Rua dos Açores que era e é uma rampa. A fotografia é tirada precisamente nos actuais logradouros da Embaixada Argentina e aí encontramos o n º. 54 e a casa que se vê no lado dt. da foto com um carro estacionado à frente, a Costa Goodolfim e o Bº. do Arco Cego ficam desse lado.

    Isto é que vai uma "tertúlia", e como diria o popularucho...tanta gente por bácinar ...

    Cumpts.


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  35. Certo e faz muito bem passear.
    Mas, os eléctricos nunca atravessaram a Duque d'Ávila para esse lado do Arco Cego
    Para melhor entender a minha explicação o prédio alto com muitas janelas que vê ao fundo, não é de fábrica nenhuma mas sim um dos prédios demolidos para a abertura da Av. João XXI.
    Cumpts.

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  36. Ok
    Era um detalhe que não percebia

    Passear é como quem diz. Faço 15 kms e a passo rápido ehehe

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  37. Parece que ainda não é desta, desculpe.
    A Embaixada da Argentina é no outro cruzamento com a João Crisóstomo, e não existe nenhum logradouro nas traseiras desses prédios.
    O erro de análise começou por a localização do cruzamento, que é, afinal, com a Av. António José de Almeida-Rua D. Filipa de Vilhena.

    Cumpts.

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  38. A photographia da addenda aponta ao Sul, não duvide. Por favor leia a addenda, siga a remissão da velhinha Rua do Arco do Cego para o meu artigo de 2006 e leia com atenção o que lá escrevi; não deixe de seguir as notas remissivas lá, porque ajudam a perceber.
    Se ainda assim lhe parecer que a perspectiva da photographia de Eduardo Portugal aponta ao N não sei mais que lhe dizer.
    Cumpts.

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  39. Formidavel!Bom trabalho.Obrigado!

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  40. Anónimo1/5/21 00:13

    Não quero estar a maçar.
    Li as adendas e fiquei confuso por estes gradeamentos laterais de sobe e desce serem, nesse caso, perto das traseiros do IST para ficar junto da Duque d'Ávila, e, então, virado a sul apareceria sempre o Técnico.
    Nas fotografias do Arquivo CML podemos ver a demolição dos gradeamentos e a parte superior da casa (nº. 54) que ainda existe e aparece na foto a seguir ao gradeamento do lado do rapaz debruçado com um automóvel à porta.
    Se se der ao trabalho de ver as fotos no Arquivo, depois também não sei mais que lhe dizer.
    Cumpts.

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