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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Os cafres da europa

 Os ingleses. Claro que os ingleses, que têm mais chá que ninguém, tanto lhe parecem cafres os portugueses como os pretos da Guiné, só os distinguindo um tanto, por conseguinte, dizendo dos portugueses que são os cafres da Europa; uma condescendência fleumática, admito, a quem os ensinou a tomar chá. Agora estendido ao Brasil e adjacências mais uns salpicos asiáticos onde nem rareiam vestígios históricos dos portugueses.


Os 33 países de lista negra (em vermelgo).Imagem de Getty Images/Metro.co.uk
Os 33 países de lista negra britânica (em vermelho).
Imagem de Getty Images/Metro.co.uk, apud Lockdownsceptics.org.

11 comentários:

  1. Joe Bernard17/2/21 23:15

    Em 11 de Fevereiro de 1387, quando D.JoãoI casou com Filipa de Lencaster, começou a dança.
    Até agora, não parou.
    A pérfida Albion sempre, sempre a roubar, a insultar, a menorizar Portugal.
    E Portugal, de cócoras, a agradecer...!!!

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  2. José Almeida17/2/21 23:24

    Sim, já o velho Marquês de Pombal se queixava dos ingleses e do seu habitual preconceito contra tudo o que não seja britânico ou daqui derivado.
    Lamento que o Mamadou Ba não tenha assentado arraiais em Londres, para aí poder então exercer pacificamente e em pleno a sua missão magnânime. É que em Portugal somos todos uns racistas e não lhe ligamos pevide...

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  3. José Almeida17/2/21 23:47

    Mas também convenhamos que se não fosse o facto de Portugal ser uma espécie de protectorado britânico, hoje teríamos de andar a aturar o Pedro Sanches e o Podemos, sim, mas o António Costa seria uma espécie de Carles Puigdemont e já estava preso...!

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  4. A. Monteiro Nunes18/2/21 17:40

    Bem, o António Costa, in casu, tanto lhe fazia andar de cócoras perante o Podemos como anda perante a UE. Carlos Puidgemont é que não o estou a ver...

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  5. Ah, ma’ nesse tempo os bárbaros eram eles. E a ínclita geração foi nossa. Ao depois, quando os ensinámos a beber chá, é que foi.
    Abraço 😊

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  6. É por causa do penteado.
    Cumpts.

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  7. O protectorado britânico durou da tomada da Bastilha até ao Estado Novo. Antes não. Agora é que me parece que nem protectorado. O portugalinho é um anexo que ninguém quere para nada. Nem para ir à praia já serve.
    Cumpts.

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  8. José Almeida19/2/21 00:40

    Esclareço: dada a tendência do Costa para o mega-protagonismo, estaria certamente na linha da frente para encabeçar um hipotético movimento pela independência de Portugal, aproveitando a boleia do Puigdemont na Catalunha... (isto, partindo do princípio de que se não tivéssemos sido uma espécie de protectorado britânico, hoje seríamos certamente uma província de Espanha)

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  9. A geografia é muito importante. A Catalunha não vale o mesmo que Portugal. A Catalunha está voltada a um mar fechado. Como testa de ponte na geoestratégia doutras potências marítimas a posição de Portugal é mais favorável e fácil de manter. A História não é tão simples como a cuidam pôr. Da geografia portuguesa resultou uma expansão ultramarina sem par que deu recursos e poder a Portugal de se firmar e manter. A Catalunha cedeu bem cedo no seu próprio chão e não teve recursos de que se valer. As baleares e o reino de Nápoles eram curtos e de pouco espectro.
    Portugal não.
    Ao liquidar o Ultramar Portugal acabou. Se a questão do protectorado se punha já no século XIX mercê da fraqueza industrial portuguesa, ainda assim havia potencial com vastos recursos e o comércio com o Brasil, muito mais próximo de nós nesse século e que ainda nos fortalecia. Hoje nada disso vale nem há-de valer porque simplesmente nem é tido em conta. Vamos andando para aqui numa apagada e vil tristeza à mercê da caridade de quem se não abstenha de ainda sustentar uma geoestratégia de alguma contenção da Espanha. Ou então por atavismo europeu serôdio, por ter havido outrora aqui um Estado nesta banda da Europa.
    Ainda pode ser esse resto de vantagem geoestratégica que decorre da frente atlântica que faz com que Portugal não haja já fechado, apesar de já ter acabado.
    Ainda assim, toda a comparação de Portugal com a Catalunha é, pois, histórica e geograficamente descabida.
    Fora deste arrazoado todo, que é sério, claro que podemos brincar aos malabaristas e aos puigkemons.
    :)
    Cumpts.

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  10. José Almeida19/2/21 23:20

    Pois... Com a súbita conquista da "democracia", Portugal viu também a grandeza subitamente reduzida à sua dimensão na primeira década do século XV.
    E,tal como disse Marcelo Caetano já no Brasil "-(...)resta-nos apenas o turismo.".
    Mas como o turismo apanhou covid e os hotéis competem agora entre si numa corrida desesperada à sua conversão em lares de idosos e cada vez há menos (idosos), palpita-me que em breve estabeleceremos sólidos arraiais na Idade Média...

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  11. Um paradoxo. Incensa-se a sacrossanta democracia que brota brota só nos escombros de Portugal.
    Parece-me bem que democracia é boa para gregos e que o parlamentarismo é bom para ingleses. Para portugueses, não. E vê-se.
    Cumpts.

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