Interessante, pois denotativo do ambiente boçal actual, é o facto de que — ao que consta — a imprensa (pelo menos a audiovisual) não ter comparecido no funeral do mítico militar. Apesar do Presidente Sousa (ele que até a banhos de mar leva as equipas de reportagem) lá ter estado. Ou seja, a lumpen-intelectualidade portuguesa (imprensa e academia precarizada) não sabe que fazer com a história recente do país.
J.P.T., «A propósito de Marcelino da Mata», in Delito de Opinião, 16/II/21.
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Dia de Portugal, vai para 50 anos
(«O Turismo», Centro de Informação e Turismo de Angola, Junho de 1971.)

Está bem que ninguém se pode comparar ter as maiores condecorações do Exército Português, por feitos em combate na guerra da Guiné e sendo promovido de simples soldado a oficial superior (Ten. Coronel)mas no funeral de Marcelino da Mata estiveram presentes o Chefe de Estado, o Chefe Estado Maior das Forças Armadas, o Chefe Estado Maior do Exército e muita gente.
ResponderEliminarConheci pessoalmente o Da Mata, lá em directo e a cores, no regresso duma filha da mãe duma operação: nós estupefactos a vê-lo chegar com o seu Grupo de seis homens, parecia o "rambo".
Fora as várias "situações da guerra" Marcelino da Mata foi um herói naquela violenta guerra da Guiné e ainda hoje por aquelas paragens é recordado pelos meninos, agora homens com mais de sessenta anos, que gostavam ser como o Da Mata.
Mas agora, também, dizem: Por mais que um pau fique na água a boiar nunca se transforma em crocodilo.
De resto, todos os dias vão morrendo outros heróis da guerra da Guiné e não aparecem destas notícias à la mode.
Cumpts.
Felizmente estiveram. Haja esperança, porque a apagada e vil tristeza deste portugalinho não cuido que hajamos de sair. A sperança é de que Portugal não se appague. Sendo que já acabou…
ResponderEliminarPois! Mas o Rambo é dos filmes maricanos. O Marcelino é real. E (espanto!) é português da Guiné.
Bem sei que morrrem muitos da guerra da Guiné. E de Angola e Moçambique. E tantos doutros séculos, na Índia, na Arábia, Pérsia, China… Não há notícia deles. Parece que são vergonha nossa. Pensar que uma esquina da Europa tem isto tudo de seu e só por si. Dá que pensar como é que se apaga.
Cumpts.
"rambo" dito agora em termos comparativos, mas queria dizer: quase sozinho como "o dos filmes amaricanos".
ResponderEliminarCumpts.
Melhor ainda!
ResponderEliminar:)
Cumpts.
O PR o CEMFA e o CEME estiveram presentes no funeral do lendário Marcelino da Mata. Mas era o mínimo que poderiam fazer.
ResponderEliminarUm companheiro dele que quis ir ao seu funeral, não o conseguiu porque, intencionalmente ou não, não havia informação disponível nos média acerca do local e hora para o acto fúnebre.
Aquando da Operação Mar Verde em 1970, ele já era uma lenda.
Um herói que conseguiu sobreviver a tudo e até aos militares afectos ao MRPP que durante o PREC o torturaram e tentaram em vão liquidar (como não conseguiram, fugiram depois como coelhos assustados com medo que o grande guerreiro lhes desse caça...!)
Há de facto mais heróis, como os desta fotografia, mas que foram esquecidos da forma mais humilhante e que mais nos poderia envergonhar:
Com a debandada portuguesa das colónias, soldados africanos mas tão portugueses como nós pois lutaram por Portugal, foram deixados para trás e abandonados à sua sorte pelo Estado português, permitiu que fossem fuzilados às centenas às mãos do PAIGC, do MPLA e da FRELIMO.
Só de uma vez, em Bissau, foram perto de 100 segundo uma testemunha visual que, por acaso, até era meu amigo.
E foi assim que começámos por construir a democracia, a mesma sob a qual se abrigam os Mamadou Ba que nos governam...
Na fotografia militares da unidade de Flechas, que se distinguem pelas boinas camufladas. Unidade criada e dirigida pelo inspector Piçarra Cardoso, da Pide/Dgs, nas terras do Cuando_Cubango, Angola, onde operavam inicialmente. Mais tarde tiveram unidades no Norte. Naturalmente terão sido fuzilados depois do abandono da sua Terra nas mãos dos terroristas comunistas que seguiram.
ResponderEliminarParece que estes Flechas, em Angola, e os Comandos Africanos, na Guiné, estavam a preocupar por cá.
ResponderEliminarGrito do Ipiranga chegou o do Brasil, e lá se ia o do Minho a Timor.
A preocupar quem, cá?
ResponderEliminarAté um oficial da Armada Portuguesa completamente imerso no caldo de caserna pós-abrilino e sem cachola para dar pela língua de pau que lhe escorre dogmaticamente do tinteiro entendeu que os flechas preocupavam muito era por lá. A ponto de terem reduzido a guerrilha a coisa nenhuma.
Cumpts.
Em 1972 falava-se do carisma de Spínola na Guiné, com a sua tropa de elite Comandos Africanos, e o mesmo com Jorge Jardim em Moçambique, com os GEPs, (fiz confusão com os Flechas) e da possibilidade de novos "Grito do Ipiranga" naquelas paragens.
ResponderEliminarCumpts.
As chefias foram ao funeral de dilaceradas pela vergonha de ir e de deixar de ir. Desemburrou-as a sem-vergonha de comparecerem a uma espécie de funeral clandestino facultado pela ausência da imprensa.
ResponderEliminarÉ tudo tão feio.
A somar à infame debandada de África que devém agora na lambe-cusice aos mamadus que colonizam por cá.
Mais feio que isto não sei se haverá.
Cumpts.
O eng.º Jorge Jardim só se manifestou depois dos entreguistas se livrarem, humilhados, do fardo em Lusaca.
ResponderEliminarO Spínola julgava-se capaz de muito; fez o que fez e viu-se no que deu. Para um general, m… para a sua estratégia.
O grito do Ipiranga deu-se; foi o levantamento de rancho na metrópole. Portugal daquém e dalém mar ficou tão livre que se livrou de terras, bens e gentes. E até de ser. Foi-se.
Cumpts.
Num caso e noutro parece que havia qualquer coisa parecida à Ian Smith.
ResponderEliminarCumpts.