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sábado, 27 de fevereiro de 2021

A rua entrevista da loja

Interior de loja, Portugal (M. Novais, 1946-1952)


A loja vista da rua



Av. Ant.º Augusto de Aguiar, 19 , Lisboa (M. Novais, c. 1946)




Fotografias: Av. Ant.º Augusto de Aguiar, 19, Lisboa, 1946-52.
Mario Novaes, in bibliotheca d'Arte da F.C.G.


16 comentários:

  1. Esta é a loja esq., na dta. vai ser aberta outra na janela que aqui vemos.
    Os andares destes prédios (estilo "português suave") têm muitas divisões, que foram sendo ocupados com consultórios médicos e escritórios de advogados.

    Cumpts.

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  2. Sim. São as conhecidas mutilações das fachadas, a bem do coméricio.
    Cumpts.

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  3. Pois é!
    Obrigado do termo de comparação.

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  4. Conheço o local especialmente bem e há muito. Afinal, nasci na Clínica que se situava no último prédio deste quarteirão, antes da estação de metro do Parque.

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  5. José Almeida2/3/21 13:01

    Conheci bem este prédio em criança, pois era aqui o cabeleireiro que a minha mãe frequentava.
    O dono, o Sr. Albert Tabot, era nosso vizinho de patamar (av. EUA )e quase família. Conseguiu refugiar-se em Portugal no início dos anos 40, pois, após ter sido preso pelos alemães, conseguiu evadir-se com outro colega de cárcere.
    Ambos se radicaram em Portugal. O primeiro montou o cabeleireiro e o segundo tornou-se professor no Liceu Francês (Charles Lepierre).
    O senhor Tabot era pai dos meus primeiros amigos de sempre. Faleceu prematuramente em 1962 (dentro do cabeleireiro), com 53 anos, e foi a mulher, a Sra. D. Emília, cabeleireira também, que se manteve sozinha à frente do negócio nos 30 anos seguintes e até à sua aposentação.

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  6. Também não nasci longe. Foi na Rua Viriato, mesmo ao cimo.
    Somos praticamente do mesmo bairro.
    Cumpts.
    😄

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  7. Mais um bom apontamento para o ficheiro da olisipografia.
    Obrigado!

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  8. José Almeida4/3/21 17:55

    Nesse caso, poderei ser até um pouco mais detalhado, se não me tornar enfadonho.
    O Sr. Tabot chamava-se de facto Henri Albert Tabot, nascido em 1908 e era natural de Nantes. Foi preso pelos alemães logo após a ocupação, provavelmente, por ser de convicção socialista. Quando se evadiu do campo onde se encontrava detido, os guardas tentaram em vão alvejá-lo no momento em que atravessava o rio a nado. Contudo o companheiro que com ele fugiu também (o tal professor), foi atingido no rosto e perdeu um olho. Ainda assim, conseguiram chegar ambos a Portugal...

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  9. E viva a freguesia de São Sebastião da Pedreira!

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  10. Irónico. Fugir aos nazis e vir refugiar-se no Portugal «fâchista».

    Obrigado de mais esta nota.

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  11. José Almeida11/3/21 21:42

    A verdade é que muito antes disso e, ao contrário do que por muito aí é apregoado, o governo "fascista" de Portugal teve o cuidado de repatriar para a Espanha republicana em Outubro de 1936, muitas centenas de socialistas, comunistas (como o comandante militar de Badajoz, Ildefonso Puigdengolas) e anarquistas que se haviam refugiado no nosso país, na sequência da tomada de Badajoz pelas tropas de Franco em Agosto desse ano.
    O navio Niassa transportou-os até Tarragona por ordem de Salazar, onde chegaram em segurança e a salvo de represálias por parte dos partidários da Espanha nacionalista.
    Já sorte diferente tiveram muitos dos que fugiram para Portugal de armas na mão e que já então estavam sinalizados por assassinatos de inocentes antes da queda de Badajoz. Porém, creio que é só desses "mártires" que reza a história que nos contam...

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  12. Como é evidente. Sectarios até á medula. Contumazes sem emenda. Que raça damnada!
    Cumpts.

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