Esta é a loja esq., na dta. vai ser aberta outra na janela que aqui vemos. Os andares destes prédios (estilo "português suave") têm muitas divisões, que foram sendo ocupados com consultórios médicos e escritórios de advogados.
Conheço o local especialmente bem e há muito. Afinal, nasci na Clínica que se situava no último prédio deste quarteirão, antes da estação de metro do Parque.
Conheci bem este prédio em criança, pois era aqui o cabeleireiro que a minha mãe frequentava. O dono, o Sr. Albert Tabot, era nosso vizinho de patamar (av. EUA )e quase família. Conseguiu refugiar-se em Portugal no início dos anos 40, pois, após ter sido preso pelos alemães, conseguiu evadir-se com outro colega de cárcere. Ambos se radicaram em Portugal. O primeiro montou o cabeleireiro e o segundo tornou-se professor no Liceu Francês (Charles Lepierre). O senhor Tabot era pai dos meus primeiros amigos de sempre. Faleceu prematuramente em 1962 (dentro do cabeleireiro), com 53 anos, e foi a mulher, a Sra. D. Emília, cabeleireira também, que se manteve sozinha à frente do negócio nos 30 anos seguintes e até à sua aposentação.
Nesse caso, poderei ser até um pouco mais detalhado, se não me tornar enfadonho. O Sr. Tabot chamava-se de facto Henri Albert Tabot, nascido em 1908 e era natural de Nantes. Foi preso pelos alemães logo após a ocupação, provavelmente, por ser de convicção socialista. Quando se evadiu do campo onde se encontrava detido, os guardas tentaram em vão alvejá-lo no momento em que atravessava o rio a nado. Contudo o companheiro que com ele fugiu também (o tal professor), foi atingido no rosto e perdeu um olho. Ainda assim, conseguiram chegar ambos a Portugal...
A verdade é que muito antes disso e, ao contrário do que por muito aí é apregoado, o governo "fascista" de Portugal teve o cuidado de repatriar para a Espanha republicana em Outubro de 1936, muitas centenas de socialistas, comunistas (como o comandante militar de Badajoz, Ildefonso Puigdengolas) e anarquistas que se haviam refugiado no nosso país, na sequência da tomada de Badajoz pelas tropas de Franco em Agosto desse ano. O navio Niassa transportou-os até Tarragona por ordem de Salazar, onde chegaram em segurança e a salvo de represálias por parte dos partidários da Espanha nacionalista. Já sorte diferente tiveram muitos dos que fugiram para Portugal de armas na mão e que já então estavam sinalizados por assassinatos de inocentes antes da queda de Badajoz. Porém, creio que é só desses "mártires" que reza a história que nos contam...
Esta é a loja esq., na dta. vai ser aberta outra na janela que aqui vemos.
ResponderEliminarOs andares destes prédios (estilo "português suave") têm muitas divisões, que foram sendo ocupados com consultórios médicos e escritórios de advogados.
Cumpts.
?????
ResponderEliminar—>…
ResponderEliminarCumpts.
Sim. São as conhecidas mutilações das fachadas, a bem do coméricio.
ResponderEliminarCumpts.
Um exemplo.
ResponderEliminarCumpts.
https://www.google.pt/maps/place/Tabot,+Lda./@38.7306223,-9.1508798,3a,75y,222.46h,89.31t/data=!3m6!1e1!3m4!1smUvZGrLiVdvoHg7MRGhz6g!2e0!7i13312!8i6656!4m13!1m7!3m6!1s0xd19337349eaf50d:0x3b06679a5e8fe9e0!2sAv.+Ant%C3%B3nio+Augusto+de+Aguiar,+Lisboa!3b1!8m2!3d38.732039!4d-9.152101!3m4!1s0xd193374807c2ebb:0x1fe61905d15443ea!8m2!3d38.730694!4d-9.1511056
ResponderEliminarPois é!
ResponderEliminarObrigado do termo de comparação.
Conheço o local especialmente bem e há muito. Afinal, nasci na Clínica que se situava no último prédio deste quarteirão, antes da estação de metro do Parque.
ResponderEliminarConheci bem este prédio em criança, pois era aqui o cabeleireiro que a minha mãe frequentava.
ResponderEliminarO dono, o Sr. Albert Tabot, era nosso vizinho de patamar (av. EUA )e quase família. Conseguiu refugiar-se em Portugal no início dos anos 40, pois, após ter sido preso pelos alemães, conseguiu evadir-se com outro colega de cárcere.
Ambos se radicaram em Portugal. O primeiro montou o cabeleireiro e o segundo tornou-se professor no Liceu Francês (Charles Lepierre).
O senhor Tabot era pai dos meus primeiros amigos de sempre. Faleceu prematuramente em 1962 (dentro do cabeleireiro), com 53 anos, e foi a mulher, a Sra. D. Emília, cabeleireira também, que se manteve sozinha à frente do negócio nos 30 anos seguintes e até à sua aposentação.
Também não nasci longe. Foi na Rua Viriato, mesmo ao cimo.
ResponderEliminarSomos praticamente do mesmo bairro.
Cumpts.
😄
Mais um bom apontamento para o ficheiro da olisipografia.
ResponderEliminarObrigado!
Nesse caso, poderei ser até um pouco mais detalhado, se não me tornar enfadonho.
ResponderEliminarO Sr. Tabot chamava-se de facto Henri Albert Tabot, nascido em 1908 e era natural de Nantes. Foi preso pelos alemães logo após a ocupação, provavelmente, por ser de convicção socialista. Quando se evadiu do campo onde se encontrava detido, os guardas tentaram em vão alvejá-lo no momento em que atravessava o rio a nado. Contudo o companheiro que com ele fugiu também (o tal professor), foi atingido no rosto e perdeu um olho. Ainda assim, conseguiram chegar ambos a Portugal...
E viva a freguesia de São Sebastião da Pedreira!
ResponderEliminarIrónico. Fugir aos nazis e vir refugiar-se no Portugal «fâchista».
ResponderEliminarObrigado de mais esta nota.
A verdade é que muito antes disso e, ao contrário do que por muito aí é apregoado, o governo "fascista" de Portugal teve o cuidado de repatriar para a Espanha republicana em Outubro de 1936, muitas centenas de socialistas, comunistas (como o comandante militar de Badajoz, Ildefonso Puigdengolas) e anarquistas que se haviam refugiado no nosso país, na sequência da tomada de Badajoz pelas tropas de Franco em Agosto desse ano.
ResponderEliminarO navio Niassa transportou-os até Tarragona por ordem de Salazar, onde chegaram em segurança e a salvo de represálias por parte dos partidários da Espanha nacionalista.
Já sorte diferente tiveram muitos dos que fugiram para Portugal de armas na mão e que já então estavam sinalizados por assassinatos de inocentes antes da queda de Badajoz. Porém, creio que é só desses "mártires" que reza a história que nos contam...
Como é evidente. Sectarios até á medula. Contumazes sem emenda. Que raça damnada!
ResponderEliminarCumpts.