Quando o governo pôs os fumadores à porta da rua (*) alguém falou nela; na correlação entre o numeroso aumento de gente ao frio, à chuva e ao vento e, os casos de gripe.
Não havia de ser estudo que interessasse… à catequese do governo. Naturalmente!… Até porque diz a voz corrente que a vida ao ar livre é sempre mais saudável; por conseguinte, fumadores ao ar livre adoecem de certo menos do que em espaços fechados. E se ainda assim adoecerem uns tantos, são fumadores; gente malta que lá terá o que merece.

Acabei de passar na Rua Carlos Mardel, onde há dois supermercados. As bichas para entrar dão saudade da República Democrática Alemã. Num, a bicha entrava pela do outro; no outro, a bicha corria pelo quarteirão até alturas da praça do Chile (o mercado de Arroios).
Não conheço estatísticas daquilo que disse dos fumadores ao relento e os números da gripe. Se alguém souber que mas diga. Mas sei que o instituto da Meteorologia atmosfera sabe a temperatura do ar em geral e até a que nos toca no lombo (temperatura sentida). Não sei se no-la medirá por cima ou por baixo dos agasalhos das várias camadas de roupa. Ou da máscara… Porém, tanto assim é que proclama enciclimaticamente alertas com corzinhas, urbi et orbi à creche e aos subúrbios, por cada aguaceiro ou brisa que adivinha, apocalipticamente, lá vir.
Pois bem, tornando à República Democrática Alemã. Desde que o vírus corona (ou comuna) infectou democraticamente governos, mentes e o aparelho respiratório dos que bafejam pela imprensa, rádio e TV, a Stasi que nos rege a saúde deu em limitar o direito de admissão nos súperes por causa do vírus único. Nem que para isso se multipliquem bichas de gente pelas calçadas, ao frio ao vento e à sorte. Apesar do Inverno, decerto que gripes, febres e constipações já estão constitucionalmente abolidas pelo Estado de emergência, tal como os contágios no metro e nos autocarros.
Siga o Natal carnaval.

Bicha do supermercado, R.D.A., c. 1970.
Fotografia de A. n/id., in Jennifer Llewellyn, Steve Thompson, «Alemanha de Leste», História Alfa, 11/IX/20.
(*) Entretanto, cães, gatos, periquitos ou até cágados de estimação passaram a poder entrar nos restaurantes, sem nenhuma obrigação de açaime…
Sem tirar nem pôr!
ResponderEliminarhttps://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gb8181c5c/21967324_9peVr.jpeg
Cumpts.
A fotografia é recente e o cartão existiu até 1990, por isso trata-se duma montagem.
ResponderEliminarJá passaram trinta anos, como é que você ainda tem um cartão da pide lá do sítio?
Este aí acima parece que se escamou.
ResponderEliminarHá cada um.
Cumpts.
Ah! E teve de trazer a P.I.D.E.
ResponderEliminarPodiam lá ficar os comunas e a Stasi com odioso, santo Deus!
Rapidamente se verifica que o crítico em questão é uma sumidade na matéria. Vejam lá que o homem até descobriu que se trata de uma montagem.
ResponderEliminarModesto também, já que mantém o anonimato. Às claras só mesmo lá no partido das paredes de vidro, onde têm de levantar a pata de cima.
De facto, há com cada um.
Cumpts.
A pide lá do sítio foi uma policia de defesa do estado como a de cá o foi.
ResponderEliminarNão se tratou de escamas, quando muito mas nem sequer de pele, saber haver um portador dum cartão da odiosa comuna stasi e gostar de fazer montagens.
Olha! Afinal o gajo é o emplastro .
ResponderEliminarMas é que é mesmo!
Bom feriado!
Lá está você a atirar bolas pra canto.
ResponderEliminarGosta de montagens da treta, mas quando aparece pide credo que cá estão eles e os habituais comunas tal e coisa. Deixe-se disso, e o outro rapazinho continue a fazer as montagens que quiser, bem podia ter feito com um cartão da pide, e contribuir pra já pensada censura nas redes sociais. Depois não venha com aquela do ainda diziam mal do tempo do salazarismo.
Cumpts. e boa saúde