
Autoccarro 20 — A.E.C. Regal III da Carris, n.º de frota 106 (ex-58, ex-96), Picheleira, 1980.
Guy, in Flickr.
Havia uns autocarros dos anos 40 que foram recarroçados (estranha palavra) pela Carris no fim dos anos 60, princípio dos anos 70. Eram autocarros de 1 piso, A.E.C. Regals III.
Uns foram transformados em autocaros de 2 pisos, à conta de satisfazerem a cada vez maior procura de transporte pelos alfacinhas e outras gentes de Lisboa. Deram-lhes números de frota na série 400; ficaram conhecidos por lambretas.
Outros ficaram à mesma com 1 piso, mas com carroçarias mais alongadas — a plataforma de trás foi-lhe augmentada. Uns quantos deles ganharam este aspecto: janelas grandes e carroçarias à frente e atrás como que cortadas à fatia. Eram isso mesmo, os «Fatias».
(Inspiração devida, e ilustração dedicada, ao meu velho e querido amigo Pedro Jaime.)
abracinho, parceiro!
ResponderEliminarOutro.
ResponderEliminarAinda não percebi qual é a dificuldade de hoje em dia, em pleno Século XXI, do Serviço de Transportes Colectivos do Porto (STCP) e da Carris em produzir/adquirir e renovar as suas frotas actuais com viaturas desenhadas tanto a nível exterior como interior com o objectivo de dar conforto e praticidade no seu uso ao passageiro e motorista.
ResponderEliminarSe reparar, as actuais viaturas dos STCP e da Carris, para além de serem autênticas aberrações a nível estético («design»), são também mal concebidos; os assentos que deviam ter as frentes todas viradas para o sentido marcha estão com as mesmas viradas umas para as outras; a porta de saída que deve estar situada na traseira da viatura, encontra-se a meio da mesma; o desenho interior das actuais viaturas é de tal maneira malfeito que em algumas situações quem está sentado tem de encolher-se devido à falta de espaço, por forma a não ter os genitais ou o rabo de alguém a roçarem-lhe durante a viajem.
Confesso que não conhecia o termo 'fatias' para baptizar estas relíquias.
ResponderEliminarCumprimentos.
Tem razão. Os autocarros actuais são feios e desconfortáveis. A distribuíção de portas é condicionada pelos motores atrás e pela necessidade de acesso a eles para manutenção. Mas é curioso que os direitinhos de 1 piso tinham 3 portas e motor central.
ResponderEliminarCoisas da engenharia mecânica.
Já doutras engenharias será a troca dos autocarros ingleses de 2 pisos por Volvos logo aquando do grande acidente nacional. Os suecos meteram cá alguma massa nuns partidos paridos da abrilada e, houve de haver contrapartidas (e comissões também).
Esses Volvos laranjas ainda assim eram confortáveis, quando viajávamos neles vazios e havia um lugarzinho sentado. Na maior parte do tempo eram latas de sardinha.
A ideia de se poder viajar de autocarro virado num raio de 360º em relação ao sentido da marcha deve ser uma ampliação daquele conceito de liberdade que diz que se pode mudar de sexo hoje, amanhã às avessas, e de cada vez em numerosos matizes de cor e luz; aplicado aos autocarros vê-se na disposição dos bancos ou dos passageiros, de pé ou sentados.
É o progresso. Há-de chegar aos aviões.
Cumpts.
Não sei se era gíria da Carris se gíria de bairro onde circulavam as carreiras 13 e 20. Foram só meia dúzia deles; cuido que do 103 ao 108.
ResponderEliminarCumpts.
Tenho ideia de que o 15 que passava no Largo do Rato, também era destes.
ResponderEliminarCumpts.
Calhando, teve uma visão assim…
ResponderEliminar:)
Cumpts.
O link não vai dar a lado nenhum :)
ResponderEliminarDesculpe!
ResponderEliminar…assim…
Então é isso. Havia um 'fatias' e um 'direitinho' :)
ResponderEliminarObrigado pela informação adicional. Já não me lembrava da diferença.
Cumprimentos e bom fim-de-semana.