Há coisas que se não explicam. Ou explicam?
Com esta interdição de se os comuns deslocarem dum concelho a outro, a par da fronteira internacional aberta, temos que eu posso ir de Elvas a Badajoz, mas de Elvas ao Alandroal já não.
Isto tem graça.
E da Graça, bem, pode sempre ir-se aos Prazeres; ninguém está livre dele… Calha até ao depois que são no mesmo concelho.
Dos Prazeres à Graça é que, cheira-me, só com algum cheiro de santidade. Quiçá o governo e, especialmente, as senhoras da saúde que velam por nós diariamente desde Março mais ou menos à hora do Terço tenham já o salvo-conduto.
Nós é que, Deus nos valha!

Eléctricos da Graça e dos Prazeres, Rua da Conceição, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).
Mas que texto verdadeiramente extraordinário!!!
ResponderEliminarUm verdadeiro hino ao bom senso, que de uma maneira espartana mas mordaz diz tudo, sobre esta « palermia » que nos assola, e
verdadeiramente delicioso para quem tiver argúcia de saber distinguir entre maiúsculas e minúsculas.
Calorosos parabéns!
Generosidade sua.
ResponderEliminarObrigado!
Palermia é muitíssimo bem achado.
ResponderEliminarAbraço