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domingo, 16 de agosto de 2020

Se haviam excepções, já não hão

«Marta Temido garante que não vão haver excepções para a Festa do Avante», Observidor [isso mesmo], 12/VIII/20



 Um solecismo mais e mais vulgar (só no Observador, caramba!…) Tal como com «há» por «havia» vão rareando ouvidos comtemporâneos capazes de se arrepiar com a aberração sintáctica.
 O verbo «haver» com sentido de «existir», usa-se de modo impessoal, logo, na 3.ª pess. do sing. (v.g. há pessoas, há coisas, há festas, há excepções e não hão pessoas, &c.... Já em 1947 nos explicava Vasco Botelho de Amaral:



« Note-se igualmente que vão também para o singular os verbos que antecedem haver, tais como deixar, dever, começar, poder: deixa de haver festas, e não deixam de haver festas; deve haver boas-vontades, e não devem haver; começa a haver descontentes, mas não começam a haver descontentes; pode haver excepções, e não podem haver excepções.»


Vasco Botelho de Amaral, Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português, Domingos Barreira, Porto, 1947, p. 574.)


5 comentários:

  1. Quarenta e seis anos de PÉSSIMA ESCOLA que ficamos a dever a uma pretensa, mas mentirosa, democracia anti-pátria, fabricante de cegos e burros pomposamente intitulados de "dotores".
    Imagino a qualidade dos professores saídos de tal instituição. Pobres dos vindouros que os tenham por mestres.
    Meus cumprimentos.

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  2. Tal e qual. Não são poucas as vezes que afirmo o mesmo.

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  3. A miséria que já se tornou um hábito.
    Cumprimentos.

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  4. Só vai piorar. Nada a fazer. Só por desfastio ainda me dou ao trabalho.
    Cumpts.

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