Corresponde à fornada e ao idolecto praticado nas escolas de gestão e de alguma engenharia e que faz as delícias do Observador. Daqui a uns anos há-de ser bem pior. Nessas escolas já quase não há licenciaturas com aulas dadas em português, porquanto uma classificação internacional a tanto obriga. Há que captar a nata dos alunos estrangeiros, ora pois.
Pensar que o José Manuel Fernandes ainda há uns anos escrevia sobre o abastardamento e simplificação da língua.
Pena é que o downsizing nas companies não seja ainda maior. Iam todos para o unemployment e sempre tinham mais tempo para o gin da treta e para as rooftop parties. Enfim... Cumprimentos!
Chegaram c. 40 anos. Nem os canibais do Brasil foram em 500 anos tão completamente aculturados. Enfim! Portugal instantâneo. Para uma solução final basta juntar a água do capitalismo «americano». Cumpts.
Um rapaz meu conhecido, na casa dos trinta e poucos anos, destes que passa a vida em teleconferências de negócios com interlocutores em Nova Iorque, no Dubai ou em Xangai, fala e escreve precisamente desta maneira. Eu,claro, por uma questão de caridade, calo o meu espanto perante tão estranho dialecto, mas concluo para mim ser notório que o processo de perda de identidade desta geração encontra-se em velocidade tão acelerada que a mesma já não consegue sequer dominar o vocabulário básico da sua língua materna, vendo-se constante obrigada a recorrer às muletas destes anglicismos.
Nem é preciso ir tão longe. Gente na secretária em frente, ou no gabinete de ante só fala assim. Até a contar dos filhos na creche ou noutras conversas de café. Em tempo reflecti em que o substrato autóctone dos falares pré-romanos da Hispânia se perdeu por completo e que tal não pôde acontecer sem o voluntarismo dos indígenas em apagarem a sua própria identidade. Marchamos a passo largo para ele. Cumpts.
O fulano tem cá um aspecto.
ResponderEliminarÉ o aspecto da gestão e do empreendedorismo. Chic a valer.
ResponderEliminarCumpts.
Corresponde à fornada e ao idolecto praticado nas escolas de gestão e de alguma engenharia e que faz as delícias do Observador. Daqui a uns anos há-de ser bem pior. Nessas escolas já quase não há licenciaturas com aulas dadas em português, porquanto uma classificação internacional a tanto obriga. Há que captar a nata dos alunos estrangeiros, ora pois.
ResponderEliminarPensar que o José Manuel Fernandes ainda há uns anos escrevia sobre o abastardamento e simplificação da língua.
O Zé Manel publixeiro?… Ora!
ResponderEliminarCumpts.
Mas tem razão. Só há-de piorar.
ResponderEliminarPena é que o downsizing nas companies não seja ainda maior.
ResponderEliminarIam todos para o unemployment e sempre tinham mais tempo para o gin da treta e para as rooftop parties.
Enfim...
Cumprimentos!
Chegaram c. 40 anos. Nem os canibais do Brasil foram em 500 anos tão completamente aculturados. Enfim! Portugal instantâneo. Para uma solução final basta juntar a água do capitalismo «americano».
ResponderEliminarCumpts.
Um rapaz meu conhecido, na casa dos trinta e poucos anos, destes que passa a vida em teleconferências de negócios com interlocutores em Nova Iorque, no Dubai ou em Xangai, fala e escreve precisamente desta maneira. Eu,claro, por uma questão de caridade, calo o meu espanto perante tão estranho dialecto, mas concluo para mim ser notório que o processo de perda de identidade desta geração encontra-se em velocidade tão acelerada que a mesma já não consegue sequer dominar o vocabulário básico da sua língua materna, vendo-se constante obrigada a recorrer às muletas destes anglicismos.
ResponderEliminarNem é preciso ir tão longe. Gente na secretária em frente, ou no gabinete de ante só fala assim. Até a contar dos filhos na creche ou noutras conversas de café.
ResponderEliminarEm tempo reflecti em que o substrato autóctone dos falares pré-romanos da Hispânia se perdeu por completo e que tal não pôde acontecer sem o voluntarismo dos indígenas em apagarem a sua própria identidade. Marchamos a passo largo para ele.
Cumpts.