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sábado, 11 de janeiro de 2020

Dum galicismo: miudezas sobre o «detalhe»

 Há dias a estimada leitora Maria rebateu o galicismo «detalhe» num comentário aqui. Num comentário aqui e, na imprensa, rádio e TV, que é onde mais viceja o danado. — Combate inglório! É miudeza que se cravou com tal profundidade no nosso idioma que não haverá maneira de a desarraigar. Tanto mais quando o Prof. Vasco Botelho de Amaral há já setenta anos se lhe rendia.  As razões aduzidas por si eram como para mitigar o que já então não levava emenda.


 


O “detalhe”», in «A Bem da Língua Portuguesa», n.º 3, Janeiro de 1950


A página é do boletim «A Bem da Língua Portuguesa», n.º 3, publicado pela Sociedade de Língua Portuguesa em Janeiro de 1950.

3 comentários:

  1. Abastardar a língua portuguesa até à sua extinção, mesmo que seja uma língua riquíssima na sua diversidade linguística.

    Que grande confusão.

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  2. A linguagem funciona por mimetismo. E o vulgo não abarca normalmente grande nem variado léxico. Se o exemplo (a imprensa, rádio e TV, mas também a escola e a universidade) for redutor, ignaro, ou deslumbrado com a estranja, temos um caldo de «coltura» assaz «nutritivo». E daí o arrotar que se ouve.
    Cumpts.

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  3. Concordo. É exactamente como escreveu.
    Maria

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