Há dias a estimada leitora Maria rebateu o galicismo «detalhe» num comentário aqui. Num comentário aqui e, na imprensa, rádio e TV, que é onde mais viceja o danado. — Combate inglório! É miudeza que se cravou com tal profundidade no nosso idioma que não haverá maneira de a desarraigar. Tanto mais quando o Prof. Vasco Botelho de Amaral há já setenta anos se lhe rendia. As razões aduzidas por si eram como para mitigar o que já então não levava emenda.
A página é do boletim «A Bem da Língua Portuguesa», n.º 3, publicado pela Sociedade de Língua Portuguesa em Janeiro de 1950.

Abastardar a língua portuguesa até à sua extinção, mesmo que seja uma língua riquíssima na sua diversidade linguística.
ResponderEliminarQue grande confusão.
A linguagem funciona por mimetismo. E o vulgo não abarca normalmente grande nem variado léxico. Se o exemplo (a imprensa, rádio e TV, mas também a escola e a universidade) for redutor, ignaro, ou deslumbrado com a estranja, temos um caldo de «coltura» assaz «nutritivo». E daí o arrotar que se ouve.
ResponderEliminarCumpts.
Concordo. É exactamente como escreveu.
ResponderEliminarMaria