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domingo, 19 de janeiro de 2020

Amá Caó


José Hermano Saraiva, Cinco Séculos de Convívio
(Horizontes da Memória, R.T.P., 19/I/1997)

6 comentários:


  1. O Prof. Hermano Saraiva arranja-nos cada uma.
    Na Ásia havia uma civilização superior e em África os jesuítas consideravam os negros sem alma.
    Afinal, a quem é que os portugueses levaram a civilização e religião cristãs.

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  2. Em África, praticamente até meados do séc. XIX, as possessões Portuguesas, bem se poderia dizer, não seriam 'lá muito católicas': comércio de escravos, trabalhos forçados, colónias penais de degredo e pouco mais.
    Pois, era a prática 'global' da época.
    A construção de Igrejas, por aquelas paragens, só vieram a acontecer, a partir dos finais séc. XIX.

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  3. Condimente aí esse globalismo monolítico do trato negreiro. Havia mais comércio e havia mais mercadores no tal trato…
    E havia, a par deles, o trato das almas.

    Em 1485 o rei do Congo (conta Resende), mandou pedir a D. João II que lhe mandasse logo frades e clérigos e todas as coisas necessárias para ele e os de seus reinos receberem a água do baptismo.
    A diocese de Angola e Congo remonta ao fim do séc. XVI. Teve sede em S. Salvador do Congo e fixou-se no séc. XVIII na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Luanda, começada em 1651, três anos após a expulsão dos holandeses de Angola. Que teriam eles lá ido fazer?…

    Em 1681 o rei do Monomotapa pedia ao rei de Portugal o envio de jesuítas para missionar as populações.
    Por 1730, o dominicano Frei Simão de S. Tomás evangelizava os reinos do interior de Moçambique com boa sementeira de almas.

    O séc. XIX? Foi quando certas nações, industrializadas, puderam prescindir a mão-de-obra escrava e resolveram firmar a bota em África na cobiça de matérias primas. Aí, sim, começou a evangelização de África!

    Cumpts.

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  4. Magnífica descrição historiográfica dos períodos em questão. Nada a acrescentar. Parabéns.
    Maria

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  5. Há agora umas coisas. Até lhe dão um nome estrangeiro — «sound bite», comummente escrito errado «soundbyte. — Chavões. Mordidinhas de jornalistas e ignorantes (passe a redundância) em assuntos vastos que passam por verdades inteiras com a maior ligeireza.
    Colam-se aos ouvidos, parece.
    Enfim! Também na minha resposta são meros exemplos. A História da missionação portuguesa tem muito mais que contar. Mas, como diria a minha mãe, para «sound bite», «sound bite» e meio.
    Obrigado!

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