Aqui dentro, quem manda sou eu. Vou à velocidade que quiser. Faço o que entender. Uso a música… a música, mais do meu gosto. Bom, e há um outro aspecto, um outro aspecto, que é muito importante. É que, um pobre diabo, dentro dum comboio, mesmo com bilhete de 1.ª, não deixa de ser um pobre diabo. Ao passo que, ao volante dum bom automóvel, parece um reizinho. — Bom, vocês têm visto como isso é: certos reizinhos que por aí andam…
Isso significa que o automóvel representa um espaço de liberdade, um espaço de privacidade, e um espaço de personalidade, que nada pode substituir.
Penso que, com gasolina ou sem gasolina, o automóvel como for possível, vai permanecer e vai ser um dos instrumentos de civilização que marcam realmente o nosso tempo.
[Mas] era de comboios que lhes queria falar. Vou-lhes falar precisamente da história do comboio.
José Hermano Saraiva, Caminhos de ferro
(Horizontes da Memória, R.T.P., 15/VI/1997)
lembro-me tão bem disso.
ResponderEliminarSempre corrosivo, como ele gostava e eu também :)
Cumprimentos!
Uma maravilha. De caminho fui ver outros mais, como sempre faço.
ResponderEliminarMaria
:)
ResponderEliminarCumpts.
:)
ResponderEliminarCumpts.
Muito bom! O mais engraçado é que me lembro de COR do discurso sobre o automóvel vs comboio...
ResponderEliminarMérito ao prof. Hermano Saraiva.
ResponderEliminarCumpts. :)