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domingo, 7 de abril de 2019

Uma carta de Lisboa preparada pelos amaricanos em 1947

O benévolo leitor B.H. descobriu esta carta de região de Lisboa numa biblioteca do Texas.


Army Map Service (SUAM), «Lisboa», Washington, 1947. In Biblioteca da Universidade do Texas, Austin.



 As circulares.
 É esboço anterior ao plano De Groer. As circulares estão só esboçadas geogràficamente, pouco acertadas com o terreno e com inflexões em ângulo.
 A 1.ª (a exterior) está lá definida. Havia de dar no Calhariz de Benfica, onde veio a desembocar antes a 2.ª. Porém nunca se fez aquela além do troço correspondente a Av. Dr. Alfredo Bensaúde.
 A 2.ª está aproximada, de Cabo Ruivo às Telheiras, porém previa-se que passaria a Sul do Relógio e inflectiria para pouco além da Cruz da Pedra, ao encontro da circular de Monsanto (dita hoje radial de Benfica). — Esta circular de Monsanto nem tinha prevista a ligação da Boavista a Algés, pelo que a 1.ª circular nem completa aqui se apresenta.
 A 3.ª circular apontava ao mesmo ponto da 2.ª na circular de Monsanto, por N de Sete Rios, cruzando a Palma de cima (Hosp. de St.ª Maria) e o Alto dos Moinhos. O prolongamento da Av. de Berna, direitinha ao vale de Campolide, é mero plano de gabinete sobre a carta. — Aliás, é o que deduzo para a carta toda, na parte a construir: um plano pouco consolidado.
 A 4.ª circular cruza o Areeiro pelo N, partindo da 3.ª (a Av. Afonso III aqui nem contava).
 A Av. de Roma nem aparece (ou aparece muito desviada a Nascente quase a par da Av. do Aeroporto) quando em 1948 já se construía o B.º de Alvalade...
 Mas, enfim, não deixa de ser interessante o incipiente do plano das circulares, que deve ser da lavra do nosso exército por 1935-42, a deduzir da legenda. Os amaricanos não foram muito além no reconhecimento aéreo nem pelos relatórios de espionagem.
 Obrigado!

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