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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Si 'tá bom, é p'rà mèxê'!

 Se está bom, não mexe! — era uma máxima que se aprendia dantes na tropa, a modos de variante militar do dito civil — Está bom! Se estiver melhor não presta.
 Isto era noutro tempo.
 Ante a notícia há semanas do capitão do exército que se queria motorista dum secretário de Estado (Alexandre Malhado, «Secretário de Estado tenta contratar capitão amigo para motorista», in Sábado, 23/III/19) e, nestes dias, a do pára-quedista de Tancos (de Tancos!…) que foi achado morto [alegadamente] pelo... namorado do amante... (T. Laranjo e F. Gomes, «Ricardo foi vítima de um triângulo amoroso e morto por ciúmes», in Correio da Manhã, 25/IV/19), cuido que a velha máxima da tropa portuguesa é hoje mais ao jeito açucarado do que vai escarrapachado aí acima em título.
 Nada disto deve admirar. Desde o dia do grande acidente nacional, há 45 anos, em que se viu a tropa portuguesa a enfeitar os canos das espingardas com florzinhas, desistindo de lutar, que, chegarmos a isto seria mera questão de tempo.


Exército português, Lisboa (s.n. 1974)Tropa florida, Portugal, 1974.
A. n/id., in Backyard Tours (=Turismo pelas Traseiras).

11 comentários:

  1. Uma comédia que é uma tragédia, muitíssimo bem apanhada pelo virtuoso Bic Laranja. Bravo!

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  2. Imperam os lobbies cor-de-rosa para uma sociedade mais "justa" e "asséptica".
    Lembro-me sempre da outra história:
    Bisavô: Perdemos um número incalculável de grandes homens nas praias da Normandia.
    Bisneto: Sou intolerante à lactose e alérgico ao glúten.

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  3. O Prof. Marcello Caetano chamou a esta tropa anti-patriota "um exercíto fujão" e António José Saraiva apelidou a pseudo revolução de "uma autêntica romaria". Com isto ficou tudo dito sobre os verdadeiros traidores à Pátria.
    Maria

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  4. inspector Jaap30/4/19 17:06

    De facto, caro Bic, mais uma na "mouche".
    Se o Exército (neste caso ele é mais "izérsito") é o espelho da Nação, depois de Chaimite o que tivemos nós a não ser isto??? Um bando de castrados numa ópera-bufa típica de uma república de opereta.Mas aqui, agora é tudo cor-de-rosa, portanto, também não admira!
    Cumpts

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  5. Que gratificante ouvir de si!

    Não diria desde Chaimite. As campanhas ultramarinas de 61 a 74 foram bem sucedidas. O Ten.-Cor. Brandão Ferreira diz foram as melhores desde a Restauração e concordo. Em três frentes a milhares de quiómetros da base logística e só com recursos próprios.
    Deu no que deu, tristemente.
    E o Ultramar lá anda entregue a saqueadores. Mas é o colonialismo que é feio!…
    Cumpts.

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  6. E a «descolonização exemplar» foi uma debandada.
    Exército fujão, exactamente como o Prof. Marcello Caetano escreveu ao Dr. Veríssimo Serrão.
    Cumpts.

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  7. Impera a mariquice, a todos os títulos, ao cabo e ao resto!…
    Cumpts.

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  8. Talvez discorde, mas vejo-o como um «finis patriae» do mais ignóbil e vergonhoso.
    Pode ser que recupere…

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  9. Anónimo1/5/19 17:14

    "Exército", claro.
    Maria

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  10. inspector Jaap7/5/19 12:25

    Agradeço-lhe do fundo do coração a elegância, que agora retribuo em dobro.

    Diz com toda a propriedade; de facto tenho que emendar a mão, pois que o Sr. Tenente-Coronel tem razão; aqui fomos derrotados por esta miserável 5ª coluna que temos, não militarmente, mas apunhalados pelas costas.
    Cumpts

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