Se está bom, não mexe! — era uma máxima que se aprendia dantes na tropa, a modos de variante militar do dito civil — Está bom! Se estiver melhor não presta.
Isto era noutro tempo.
Ante a notícia há semanas do capitão do exército que se queria motorista dum secretário de Estado (Alexandre Malhado, «Secretário de Estado tenta contratar capitão amigo para motorista», in Sábado, 23/III/19) e, nestes dias, a do pára-quedista de Tancos (de Tancos!…) que foi achado morto [alegadamente] pelo... namorado do amante... (T. Laranjo e F. Gomes, «Ricardo foi vítima de um triângulo amoroso e morto por ciúmes», in Correio da Manhã, 25/IV/19), cuido que a velha máxima da tropa portuguesa é hoje mais ao jeito açucarado do que vai escarrapachado aí acima em título.
Nada disto deve admirar. Desde o dia do grande acidente nacional, há 45 anos, em que se viu a tropa portuguesa a enfeitar os canos das espingardas com florzinhas, desistindo de lutar, que, chegarmos a isto seria mera questão de tempo.
Tropa florida, Portugal, 1974.
A. n/id., in Backyard Tours (=Turismo pelas Traseiras).
Uma comédia que é uma tragédia, muitíssimo bem apanhada pelo virtuoso Bic Laranja. Bravo!
ResponderEliminarImperam os lobbies cor-de-rosa para uma sociedade mais "justa" e "asséptica".
ResponderEliminarLembro-me sempre da outra história:
Bisavô: Perdemos um número incalculável de grandes homens nas praias da Normandia.
Bisneto: Sou intolerante à lactose e alérgico ao glúten.
O Prof. Marcello Caetano chamou a esta tropa anti-patriota "um exercíto fujão" e António José Saraiva apelidou a pseudo revolução de "uma autêntica romaria". Com isto ficou tudo dito sobre os verdadeiros traidores à Pátria.
ResponderEliminarMaria
De facto, caro Bic, mais uma na "mouche".
ResponderEliminarSe o Exército (neste caso ele é mais "izérsito") é o espelho da Nação, depois de Chaimite o que tivemos nós a não ser isto??? Um bando de castrados numa ópera-bufa típica de uma república de opereta.Mas aqui, agora é tudo cor-de-rosa, portanto, também não admira!
Cumpts
Que gratificante ouvir de si!
ResponderEliminarNão diria desde Chaimite. As campanhas ultramarinas de 61 a 74 foram bem sucedidas. O Ten.-Cor. Brandão Ferreira diz foram as melhores desde a Restauração e concordo. Em três frentes a milhares de quiómetros da base logística e só com recursos próprios.
Deu no que deu, tristemente.
E o Ultramar lá anda entregue a saqueadores. Mas é o colonialismo que é feio!…
Cumpts.
E a «descolonização exemplar» foi uma debandada.
ResponderEliminarExército fujão, exactamente como o Prof. Marcello Caetano escreveu ao Dr. Veríssimo Serrão.
Cumpts.
Impera a mariquice, a todos os títulos, ao cabo e ao resto!…
ResponderEliminarCumpts.
Talvez discorde, mas vejo-o como um «finis patriae» do mais ignóbil e vergonhoso.
ResponderEliminarPode ser que recupere…
"Exército", claro.
ResponderEliminarMaria
Agradeço-lhe do fundo do coração a elegância, que agora retribuo em dobro.
ResponderEliminarDiz com toda a propriedade; de facto tenho que emendar a mão, pois que o Sr. Tenente-Coronel tem razão; aqui fomos derrotados por esta miserável 5ª coluna que temos, não militarmente, mas apunhalados pelas costas.
Cumpts
Obrigado eu!
ResponderEliminarAbraço.