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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Definição de cagagésimo


Cagagésimo de segundo – intervalo de tempo, inferior ao segundo, que em Portugal identifica o tempo decorrido entre o aparecimento da luz verde do semáforo e a irritante buzinadela do carro que se encontra à nossa retaguarda.
Eduardo Alexandre Viegas Ferreira de Almeida, «"Lenha" em Nhamarroi», in Quarenta Anos de Aviação, Martins & Irmão (impressor), 1995, pp. 152.



Semáforos, Lisboa (F. da Cunha, 1930)
Semáforos, Avenida, 1930 ante 1/6/1928.
Ferreira da Cunha, in archivo photographico da C.M.L.

15 comentários:

  1. Anónimo9/2/19 23:26

    Muito sinceramente tenho pena de não ter vivido nestes tempos. Por todos os motivos e mais um.
    Maria

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  2. Reza a tradição que foi Luís Filipe Leite Pinto (irmão de Francisco de Paula Leite Pinto) e que era professor liceal, que inventou o termo 'cagagésimo'.
    Sua Mãe, de Alcácer do Sal, e que morreu além dos 90 nos, escrevia para os filhos 'em verso'. Inacreditável mas verdadeiro.

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  3. Eis uma palavra que os meus amigos de adolescência e eu usávamos mas que entretanto deixei de dizer porque constatei que ninguém a percebia.

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  4. Cagagécimo:Período de tempo inferior ao nano :)
    Pena, hoje em dia, os 'engarrafamentos' na Avenida não serem assim.

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  5. José Leite12/2/19 10:56

    Caro "Bic"

    Uma pequena rectificação se me permite.

    Esta foto não pode ser de 1930, mas sim anterior a 1 de Junho de 1928, data a partir da qual a circulação de veículos passou a fazer-se pela direita. Nesta foto os automóveis ainda circulavam pela esquerda ...

    O AML em datas ...

    Os meus cumprimentos
    José Leite

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  6. Obrigado, prezado José Leite!
    Penitencio-me duma desatenção destas. Sem desculpa.
    Cumpts.

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  7. Sim. Vivemos tempos demasiado cheios. Torna-se tudo irrespirável.
    Cumpts.

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  8. O Priberam já a incorporou. A par de «colhonésimo», veja bem!...
    Cumpts.

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  9. Ora aqui está uma informação (duas) que desconhecia.
    Cumpts.

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  10. Também tenho essa pena.
    Cumpts.

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  11. Pedindo-lhe desculpa pelo abuso do espaço e agradecendo a sua infinita benevolência, passo a dar algumas lições de português aos jornalistas e aos convidados. É neste blogo se pode fazer este serviço público porque toda a gente vem ler o que aqui é criticado por se ser avesso ao polìticamente correcto, neste incluídos os atropelos à nossa lindíssima língua praticados por toda esta geração de políticos, mas também por lincenciados, doutorados, comentadores, convidados e pelos jornalistas de todos os canais.

    Salvam-se alguns jornalistas desportivos, honra lhes seja, como também por alguns convidados destes e d'alguns outros programas. Deixo alguns nomes dos melhores jornalistas, como já o havia feito anteriormente:

    O Miguel Fernandes é fluente e impecável no português, só deve evitar dizer EQUIPE (um francesismo inadmissível), este vocábulo é d'origem francesa e os brasileiros adoptaram-no, mas nós estamos em Portugal e em português a palavra correcta é EQUIPA!; a advogada Susana (?) que o acompanha nos comentários jurídicos fala fluentemente o português e a dicção é perfeita, só deve evitar mostrar o peito com exageradíssimos decotes (como faz quase sempre), porque essa falta de decoro retira-lhe a credibilidade que sem dúvida merece e em televisão (para quem quer que seja que lá apareça) a postura, a apresentação, a discrição no vestuário e a moderação no discurso são atributos indispensáveis pelo que não se podem nem devem descurar; o excelente jornalista desportivo Rui Pedro Brás só peca por repetir (tal como o Miguel Fernandes) incorrectamente a palavra EQUIPE - curiosamente já alguns jogadores e alguns treinadores, menos o Jorge Jesus, mas este não tem culpa, já pronunciam correctamente o substantivo EQUIPA que é, este sim, verdadeiramente português;

    o Rui P. Brás e o Miguel Fernandes repetem PARADÔXO constantemente, estando esta fonética incorrecta, aprendam que o "O" que antecede o "X" está lá justamente para abrir tònicamente a vogal que o antecede - qualquer vocábulo que gràficamente contenha o "X" obriga a abrir a vogal anterior; estes dois excelentes jornalistas (e outros mais) repetem contìnuamente a palavra "acerca" fechando a A inicial..., erro crasso!, o advérbio é formado pela preposição "A" e pelo substantivo "CERCA", por ex.: "O aeroporto fica A CERCA (o "A" fechado e o "E" fechado) de dez quilómetros do centro da cidade", a outra palavra fonèticamente semelhante mas de signicado diverso é a loc. prep. "ACERCA DE", pronuncia-se 'ÀCÊRCA' (A aberto e o E fechado e significa "a respeito de", "relativamente a";

    a Carla Moita é sóbria no discurso e fala correctamente; a Mariana (?) da CMTV, é uma excelente jornalista sobre assuntos desportivos, sobretudo futebol, o único que por vezes vejo e alguns colegas seus também o são, coisa rara diga-se de passagem e os cometadores destes programas desportivos são quase todos competentes e falam mìnimanente bem, salvo um que dá algumas calinadas e repare-se que nem sequer é o Futre, que uma vez foi comoventemente sincero e honesto ao afirmar ter tido pouca instrução, estando por isso desculpado n'alguns desacertos de linguagem; a Teresa Dimas é mìnimamente correcta no português, mas não deve interromper os convidados; as duas Patrícias da TVI são mais ou menos correctas no português (uma é melhor do que a outra, esta última pronunciava as palavras com som anasalado absolutamente horrível para parecer menina-bem...), mas ambas pecam miseràvelmente ao pronunciar a palavra FLAGÊLO (elas e muitos/as colegas e convidados/as e até doutores e engenheiros o dizem e repetem...), esta palavra "flagellu" d'origem latina, ao ter passado ao portuguuês adquiriu a mesma fonética, isto é, pronuncia-se FLAGELO com o "E" bem aberto como se levasse acento agudo, mas naturalmente sem o sinal gráfico.

    O nome próprio FÉLIX, d'origem inglesa, neste idioma pronuncia-se de facto FELIX (fíliquesse) mas em português sempre se pronunciou FELIX (féliz) como se a palavra fosse FELIZ (com o E aberto) e é um adjectivo e não um substantivo pr

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  12. Correcção: "... como se o "E" levasse acento agudo e o X adquirindo o significado de um S" (e não de um Z).
    Maria

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  13. Do fim:
    Félix vem do latim. O xis deve dizer-se como xis, sim senhora, e não como «cs». Significa «feliz».
    Flagelo é como diz; o «e» tónico do latim vulgar persiste em geral no português. A forma antiga era «fragelo»; em latim quer dizer açoite.
    Paradoxo também é como diz, com «o» tónico aberto; o Aulete de 1881 assim o confirma, embora os gregos digam παράδοξο (parádoxo).
    Equipe é galicismo escusado porquanto o aportuguesamento está mais que consolidado, tal como cabina ou vitrina.
    Dos jornalistas digo só da Mariana Águas da CMTV; oportuna a falar e discreta a deixar falar, sempre muito justa medida. Ao contrário do João Ferreira, insuportável.
    Cumpts. :)

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  14. Exactamente.
    Antes de ter iniciado esta enorme e muito curiosa listagem de marcas de Autocarros, pensei que tinha ido de férias ou que tivesse estado doente dado os muitos dias que esteve sem escrever. Graças a Deus parece que não foi o caso:)
    Maria

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  15. Ando só para aqui. Uns dias mais inspirado, outros nem nada.
    Obrigado do seu cuidado.
    :)

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