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sábado, 21 de julho de 2018

Das laranjadas e das gasosas

 Houve um tempo em que as gasosas e as laranjadas eram um regalo (já ninguém diz gasosa ou laranjada). Normalmente era no Verão, o melhor tempo do ano, quando a mãe nos deixava comprar em todas as refeições. Também era quando sabiam melhor. Refrescavam os Verões. Adoçavam as férias em casa e, especialmente, na do avô. Soube mais recentemente que em cada terra havia uma fabriqueta de refrigrantes. Indústrias regionais que não resistiram à C.E.E., à modernidade, ao progresso, à mundialização, ou lá o que foi. Era por isso que quando íamos de férias para casa do avô não achavamos laranjada BB ou gasosa Cristalina nos cafés da terra, e comprávamos outra marca que houvesse. Cada terra tinha a sua marca de refrigerante. Mas era bom à mesma: laranjadas e gasosas no Verão eram um regalo, tanto fazia a marca.


«Laranjada BB, Bem Boa», Eléctrico da Graça, Escolas Gerais (J.-H. Manara, 1972)
«BB», Escolas Gerais, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).


 


«Cristalina», pulicidade no eléctrico 19, Terreiro do Paço (J-H. Manara, 1972)
«Cristalina», Terreiro do Paço, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).

4 comentários:

  1. Mandarinia22/7/18 06:53

    Agora vai tudo corrido a Fanta com direito a "refill", porque uma dose de mistela é pouco.
    Do tempo dos meus pais tenho garrafas de "pirolitos" ainda coma bolinha de vidro no gargalo.
    A loja do meu prédio é uma pastelaria que exibe na montra uma colecção de garrafas de Coca-Cola (históricas). Mas histórias daquilo que era nosso só aqui é que as encontro.

    Cumprimentos

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  2. Fernando Antolin23/7/18 19:12

    Em Santarém era Rical, gasosa e laranjada. Bem boas, por sinal.

    Cumprimentos

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  3. Talvez fosse dessas que bebia nas férias.
    Cumpts.

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