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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Hábitos de estrebaria

 Há tempos um chefe inqualificável de governo ofereceu um banquete de Estado a figurões da Ouropa e África nas cocheiras do palácio. Há pedaço ouvi nas notícias que o defunto roqueiro foi ali deposto para velar. Não me admirava que a ideia houvesse sido agora do inquilino do palácio. Mas, avaliando bem autores e encenação, ele não destoa: do protocolo aos hábitos de estrebaria tudo se conforma a este tempo, lugar e gente. Porém, do banquete ao velório, como de toda perfiguração de figurantes, figurinhas, figurões, gente d'algo — e de cidadões comuns, valha a democracia —, talvez o roqueiro fosse o que menos merecesse a desconsideração. Mais que não fosse, pelo respeito devido aos mortos. Enfim!...


 


Picadeiro real, Belém (P. Guedes, c. 1900)
Picadeiro do palácio, Belém, c. 1900.
Paulo Guedes, in archivo photographico da C.M.L.

4 comentários:

  1. Comvém não confundir um picadeiro com uma estrebaria

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  2. Errado. Convém não confundir uma cocheira com uma capela mortuária.
    Cumpts.

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  3. pois parece que temos um novo velório em vista,a coisa promete.

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