Há tempos um chefe inqualificável de governo ofereceu um banquete de Estado a figurões da Ouropa e África nas cocheiras do palácio. Há pedaço ouvi nas notícias que o defunto roqueiro foi ali deposto para velar. Não me admirava que a ideia houvesse sido agora do inquilino do palácio. Mas, avaliando bem autores e encenação, ele não destoa: do protocolo aos hábitos de estrebaria tudo se conforma a este tempo, lugar e gente. Porém, do banquete ao velório, como de toda perfiguração de figurantes, figurinhas, figurões, gente d'algo — e de cidadões comuns, valha a democracia —, talvez o roqueiro fosse o que menos merecesse a desconsideração. Mais que não fosse, pelo respeito devido aos mortos. Enfim!...

Picadeiro do palácio, Belém, c. 1900.
Paulo Guedes, in archivo photographico da C.M.L.
Comvém não confundir um picadeiro com uma estrebaria
ResponderEliminarErrado. Convém não confundir uma cocheira com uma capela mortuária.
ResponderEliminarCumpts.
pois parece que temos um novo velório em vista,a coisa promete.
ResponderEliminarQuem?
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