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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Ainda no tempo dos chafarizes

Chafariz do Largo do Soccorro, Lisboa (Fernando Martinez Pozal, c. 1945)
Chafariz do Largo do Socorro, Lisboa , c. 1945.
Fernando Martinez Pozal, in archivo photographico da C.M.L.

16 comentários:

  1. Grande foto.

    Caro Bic, qual será o edifício da direita? Será perto do teatro Apolo?

    O topónimo Socorro já só sobrevive num toldo esfarrapado da Rua de São Lázaro. E a memória local do Teatro Apolo também está noutra loja de brinquedos.

    Há um número da revista da CML só sobre chafarizes. Tem interesse? Creio que essa revista foi descontinuada.

    Bem-haja.

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  2. Adenda: creio que sob aquela nesga de céu atrás do chafariz está a rua da Palma, correcto?

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  3. Valdemar Silva12/12/17 14:40

    O prédio das varandas, ao fundo, é o primeiro prédio do lado direito da Rua de São Lázaro e ainda lá está.
    Este Largo do Socorro ficava, no lado esquerdo, antes da subida para o Hospital de São José. O edifício das janelas com grades não é o do Teatro Apolo, a seguir a este edifício, para a direita, era a Igreja do Socorro, depois a Rua da Palma com o Teatro Apolo, no lado esquerdo, e outros prédios na direcção da Praça da Figueira.
    Quanto à fotografia não sei se Pozal queria mostrar 'Rapaz descalço mata a sede no Chafariz do Socorro'.
    Valdemar Silva

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  4. Valdemar Silva12/12/17 16:14

    Julgo que o edifício das janelas com grades fazia parte da Igreja do Socorro, demolida em 1949 e, mais tarde, todos as casas desse lado.
    Nesse local esteve o Teatro Ádóque (assim estava escrito) desmontável, de Setembro 1974 a 1982.

    Valdemar Silva

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  5. Mérito do fotógrafo.

    O edifício da direita era a igreja paroquial do Socorro, como disse o Sr Valdemar no comentário em baixo.
    É de frisar que o actual arruamento descendente do Martiom Moniz cruza nada mais nada menos que o chão deste largo e deste chafariz; desviado da primitiva Rua da Palma, portanto.

    A Revista Municipal deixou de publicar-se. O que há hoje é uma publicação brasileira paga pelo erário municipal fazendo propaganda aos grandes feitos do sr. presidente da Câmara; nem leio.
    O n.º que refere sobre chafarizes não conheço, mas agradeço-lhe a informação.

    Reparei há tempos na ref.ª ao teatro Apolo nessa loja. A ref.ª ao Socorro na Rua de S. Lázaro desconhecia. Cuidei até que não sobrasse memória dele desde que o apagaram do Metro.

    Cumpts.

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  6. Matei muita vez a sede assim nestes chafarizes.
    Isso do «descalço» é trauma salazarento. Dispa-se de preconceitos.

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  7. Valdemar Silva12/12/17 22:46

    Beber aguas das fontes, quem me dera.
    A própria fotografia ajuda a um julgamento desfavorável. Andar descalço, em 1945, em Lisboa era um trauma salazarento.

    Valdemar Silva

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  8. A fotografia arrima-se ao neo-realismo em voga. Como as escadinhas todas de Lisboa que o Pozal fotografou.

    Andar descalço em Lisboa em 1945 era como em 1980. Uma reminiscência ancestral em vias de extinção. Tomou o mesmo caminho da pobreza: a democracia levou-as juntas com os chafarizes.

    Viva a verdade canalizada ao domicílio. Pela TV.

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  9. Valdemar Silva13/12/17 00:13

    Viva a água canalizada ao domicílio. Via EPAL.

    Valdemar Silva

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  10. Bem-hajam e que possam continuar a terçar memórias e juízos.

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  11. Valdemar Silva13/12/17 13:55

    Pois, das Águas Livres.

    Valdemar Silva

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  12. Quase tudo nesta fotografia "sabe" a triste, cinzento, escasso e descalço...

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