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domingo, 12 de novembro de 2017

Da carid... — perdão! — do voluntariado

 Vê a gente o telejornal e fica a pensar: podem certos bárbaros jantar no panteão; não podem outros, nativos, pernoitar no palácio?
 Sim, porque isto de vestir colete de voluntário e dar milho aos pombos serve muito é para domesticá-los, trazê-los a comer à mão. Mas serve ainda mais à propaganda duma caridade dum voluntariado que mais não é que promoção do eu. Especialmente quando se é senhor do palácio.
 Quem diz milho, diz bananas, para adequar ao público alvo à fauna.


 


Marcelo distribui bananas a mendigos, Lisboa (J. S. Goulão, 2017)


José Senna Goulão / Lusa [brasílica], 2017.

4 comentários:

  1. Joe Bernard13/11/17 18:37

    Gostei da prosa.
    É que é isso mesmo.
    O habitual, nos seus sábios comentários.

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  2. Infelizmente! Que se não acabem, portanto, os mendigos para gáudio dos esmoleres. E que haja holofotes.

    Abraço!

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  3. Alguém sabe se o actual senhor do palácio, quando ainda não era senhor do dito, também andava a fazer voluntariado?

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