Vê a gente o telejornal e fica a pensar: podem certos bárbaros jantar no panteão; não podem outros, nativos, pernoitar no palácio?
Sim, porque isto de vestir colete de voluntário e dar milho aos pombos serve muito é para domesticá-los, trazê-los a comer à mão. Mas serve ainda mais à propaganda duma caridade dum voluntariado que mais não é que promoção do eu. Especialmente quando se é senhor do palácio.
Quem diz milho, diz bananas, para adequar ao público alvo à fauna.
José Senna Goulão / Lusa [brasílica], 2017.

Gostei da prosa.
ResponderEliminarÉ que é isso mesmo.
O habitual, nos seus sábios comentários.
Infelizmente! Que se não acabem, portanto, os mendigos para gáudio dos esmoleres. E que haja holofotes.
ResponderEliminarAbraço!
Alguém sabe se o actual senhor do palácio, quando ainda não era senhor do dito, também andava a fazer voluntariado?
ResponderEliminarAndava, andava! (v. em baixo «T Club: os exímios dançarinos»).
ResponderEliminarA pág. da Sábado acha-se na Porta da Loja.