| início |

domingo, 11 de junho de 2017

Retrato dum país botado ao desprezo e atrelado a uma parelha de andar à nora


« Em 22 de Abril [de 1967], comparece [Salazar] em Belém para a promulgação solene pelo presidente da República do decreto que, nos termos da resolução da Assembleia Nacional, institui aquele dia como o «Dia da Comunidade Luso-Brasileira». Estão membros do governo, o embaixador do Brasil Ouro Preto. Discursa Américo Thomaz: «Para que todos nos possamos encontrar e recolher nestes pensamentos, o Dia da Comunidade Luso-Brasileira, constitui para nós e para os vindouros um dia de reflexão nas grandes virtualidades da Comunidade […] Responde o enviado brasileiro: «não será difícil prever que largos e claros horizontes se rasgam diante de nós; não há limites imagináveis para os nossos dois países no terreno das constantes essenciais […]  No mesmo momento, em Brasília, o presidente brasileiro Costa e Silva e o embaixador português José Manuel Fragoso participam em acto semelhante e trocam mensagens de sabor idêntico.»


Franco Nogueira, Salazar; O Último Combate (1964-1970), Civilização, Porto, 1985, pp. 276-277 passim.



Presidente da República e primeiro-ministro ignorados no Brasil. TVI-24, 11/6/17.


Foto: Lusa/Paulo de Novaes.

7 comentários:

  1. Ai, estes! Principalmente o da esquerda, que horror. Não suporto o homem, quando aparece mudo de canal.
    Maria

    ResponderEliminar
  2. Ai de mim, que o trouxe a esta emissão.
    Ai de nós! Que as TV não há dia que o não ponham no ar.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  3. Mandarinia13/6/17 22:46

    Não sendo Temer flor que se cheire quer parecer-me que terá mais em que pensar do que perder tempo com estes dois (Geringonça and the Selfie Made man, parece o mau nome de uma má banda dos anos 80).

    ResponderEliminar
  4. Exacto. E é todos os dias e a todas as horas e nós a aturarmos isto. Eu cá não. Que enjôo, para não dizer outra coisa.
    Maria

    ResponderEliminar
  5. Valor facial: dois histriões de nomeada na representação do Estado. Temer tomou-os ao câmbio real, todavia. Nada que espante.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  6. A despropósito ou talvez não, relembro as palavras de Ramalho, em Outubro de 1910, ao recém presidente da república, recusando a adesão à dita: "...não engrossando assim o abjecto número de percevejos que de um buraco estou vendo nojosamente cobrir o leito da governação...".
    Pelos vistos, cem anos depois, não há DDT que chegue.

    ResponderEliminar
  7. Pois não. E o Shelltox acabou.
    Cumpts.

    ResponderEliminar