Menina de olhar sereno raiando pela manhã de seio duro e pequeno num coletinho de lã. Menina cheirando a feno casado com hortelã (Bis).
Menina que no caminho vais pisando formosura trazes nos olhos um ninho todo em penas de ternura. Menina de andar de linho com um ribeiro à cintura (Bis).
Menina da saia aos folhos quem na vê fica lavado água da sede dos olhos pão que não foi amassado.
Menina do riso aos molhos minha seiva de pinheiro menina da saia aos folhos alfazema sem canteiro.
Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada que se levanta primeiro do que a terra alvoroçada. Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada (Bis).
Menina da saia aos folhos quem na vê fica lavado água da sede dos olhos pão que não foi amassado.
Menina de fato novo avé-maria da terra rosa brava rosa povo brisa do alto da serra (Bis).
Festival Eurovisão da Canção, Dublin, 1971
(Publicado originalmente em 15 de Fevereiro de 2007 à meia-noite e dois.)
Nota à meia–noite e dez de 15 de Maio de 17:
Quem porventura ache que é de se comparar a Menina de Ary dos Santos com não sei quê dos manos Sobrais, pense na redondilha maior da medida velha portuguesa aqui e no versejo livre de nenhuma medida que, parece, representa a europoesia nacional nestes dias. De melodia, arranjos, coros e orquestração nada digo porque não sei de música. Nem fui à procura de ouvir coisa para confrontar aqui. Os gemidos que entrevi nas notícias não me motivaram.
T.: Foi então matar saudades!... :) // Manuel: Esta cançoneta traz-me imensas, de menino, amalgamadas. Tivesse eu engenho de as passar a letra de imprensa... // Marta: A 'Tourada' ficou muito na memória, mas nenhuma bate esta. Na minha opinião, claro. // Cumpts.
Já fui ver ao meu calendário perpétuo. O Domingo de Ramos de 1971 foi a 4 de Abril. E este Eurofestival na noite de 3 de Abril. Bate, portanto, choco. :) E estava na Guarda, pois. Abraço
até que era divertido!!!! Agora lembrei-me da Simone e da Desfolhada e as Doce que pareciam os 3 mosqueteiros e as Cocktail com a minha querida amiga Maria Viana (que se tornou uma cantora de Jazz de primeira), ai, ai....
Manuel: E ver as coisas baterem certo dá mais emoção (se é que a nutre pela cançoneta). // T.: Era um acontecimento e pêras. // Pois é Luar: http://www.youtube.com/watch?v=bn_qfCazr4s . // Cumpts.
Houve tempos em que o Festival da Canção era um evento cultural de grande importância nacional. Em casa dos meus pais havia sempre programa nestas datas; juntavam-se amigos e familiares para assistir a este momento. Eram outros tempos.
gostei muito de ouvir...a voz fresca da Tonicha,e de ler o poema do nosso grande letrista Ze Carlos Ary dos Santos,que também era excelente a dizer poesia...Por acaso tive algumas oportunidades de o ver e ouvir,saudades isa
Não se comparou nada do que diz. Afirmou-se, tão apenas, que Ary dos Santos e Luísa Braancamp Sobral são parentes, ambos descendentes de D. Alexandre de Holstein, o pai do 1º Duque de Palmela. É genealogia, não música, nem poesia. É interessante, que, por esse lado Holstein,haja um parentesco próximo com Casa Real Dinamarquesa e com grande parte da alta aristocracia europeia (outro dos antepassados de Salvador Braacamp Sobral é, aliás, Luis XV, rei de França) São, também, descendentes directos do célebre Morgado de Mateus, que financiou a edição dos Lusíadas que é conhecida pelo seu nome. Ainda em poesia, são parentes muito próximos de outra aristocrata muito importante para as letras portuguesas, a Poetisa Sophya de Mello Breyner - embora esta escrevesse muito em verso livre. Ainda quanto ao verso livre, em Portugal, temos a cultivá-lo o difícil poeta (e aristocrata) Eugénio de Castro e está bem patente na Tabacaria de um tal "Alvaro de Campos" - pseudónimo de um outro aristocrata que se chamou Fernando Pessoa.
Os Sobrais nao ganharam competindo contra a Tonicha e o Ary dos Santos. Ganharam competindo contra os estarolas que aparecem no festival de 2017, e nao foram poucos. Nao me parece que os manos nao sejam capaz de apreciar a musica que (re)publica.
Pois, mas que quere?!... Os Sobrais passeiam afinal a linhagem de Luís XV de França!... Olhe. Os cavaleiros tauromáquicos, que nem são para aí uns quaisquer, passeiam-lhe apenas a casaca. E talvez o tricórnio, quando o usam.
E creio que foi o único que cantou na sua própria língua. O nosso representante esteve muitos, muitos furos acima daquela saloiada toda, em todos os aspectos e mais um!
Os ingleses cantam sempre na sua própria língua. E ainda bem. Os amaricanos é que tiveram lá o Nat King Cole que se pôs a cantar em latrino-americano (e numa vez em brasileiro) e o resultado não foi brilhante. Para a língua latrina, quero dizer.
E quere então dizer, afinal, que os outros eurovisivos ainda eram piores. Desgraçada vitoria!
Estive a ver no YouTube a Tourada..risos.
ResponderEliminarTão novo e magro:)
Associo essa canção à cidade da Guarda e a um Domingo de Ramos. Abraço
ResponderEliminarTambém me lembro tão bem.
ResponderEliminarA Tourada um verdadeiro espectáculo.
E as saudades do Ary dos Santos.
T.: Foi então matar saudades!... :) // Manuel: Esta cançoneta traz-me imensas, de menino, amalgamadas. Tivesse eu engenho de as passar a letra de imprensa... // Marta: A 'Tourada' ficou muito na memória, mas nenhuma bate esta. Na minha opinião, claro. // Cumpts.
ResponderEliminarJá fui ver ao meu calendário perpétuo. O Domingo de Ramos de 1971 foi a 4 de Abril. E este Eurofestival na noite de 3 de Abril. Bate, portanto, choco. :) E estava na Guarda, pois. Abraço
ResponderEliminarE nessa época o pais parava para assistir ao festival:)
ResponderEliminaraté que era divertido!!!! Agora lembrei-me da Simone e da Desfolhada e as Doce que pareciam os 3 mosqueteiros e as Cocktail com a minha querida amiga Maria Viana (que se tornou uma cantora de Jazz de primeira), ai, ai....
ResponderEliminarManuel: E ver as coisas baterem certo dá mais emoção (se é que a nutre pela cançoneta). // T.: Era um acontecimento e pêras. // Pois é Luar: http://www.youtube.com/watch?v=bn_qfCazr4s . // Cumpts.
ResponderEliminarHouve tempos em que o Festival da Canção era um evento cultural de grande importância nacional.
ResponderEliminarEm casa dos meus pais havia sempre programa nestas datas; juntavam-se amigos e familiares para assistir a este momento.
Eram outros tempos.
gostei muito de ouvir...a voz fresca da Tonicha,e de ler o poema do nosso grande letrista Ze Carlos Ary dos Santos,que também era excelente a dizer poesia...Por acaso tive algumas oportunidades de o ver e ouvir,saudades
ResponderEliminarisa
A Tonicha cantou com muito sentimento. Tal como o Ary dos Santos punha na declamação. Obrigado pela visita Isa!
ResponderEliminarNão gostei da música que nos deu a vitória na Eurovisão, mas apenas nos resta dar os parabéns ao Salvador Sobral
ResponderEliminarParabéns, então.
ResponderEliminarNão se comparou nada do que diz.
ResponderEliminarAfirmou-se, tão apenas, que Ary dos Santos e Luísa Braancamp Sobral são parentes, ambos descendentes de D. Alexandre de Holstein, o pai do 1º Duque de Palmela.
É genealogia, não música, nem poesia.
É interessante, que, por esse lado Holstein,haja um parentesco próximo com Casa Real Dinamarquesa e com grande parte da alta aristocracia europeia (outro dos antepassados de Salvador Braacamp Sobral é, aliás, Luis XV, rei de França)
São, também, descendentes directos do célebre Morgado de Mateus, que financiou a edição dos Lusíadas que é conhecida pelo seu nome. Ainda em poesia, são parentes muito próximos de outra aristocrata muito importante para as letras portuguesas, a Poetisa Sophya de Mello Breyner - embora esta escrevesse muito em verso livre.
Ainda quanto ao verso livre, em Portugal, temos a cultivá-lo o difícil poeta (e aristocrata) Eugénio de Castro e está bem patente na Tabacaria de um tal "Alvaro de Campos" - pseudónimo de um outro aristocrata que se chamou Fernando Pessoa.
Passe bem.
Ora aqui está uma fina resposta. A ser verdade, calo-me já. Boquiaberto.
ResponderEliminarPasse igualmente.
Caro Bic
ResponderEliminarOs Sobrais nao ganharam competindo contra a Tonicha e o Ary dos Santos. Ganharam competindo contra os estarolas que aparecem no festival de 2017, e nao foram poucos. Nao me parece que os manos nao sejam capaz de apreciar a musica que (re)publica.
cumprimentos
Pois, mas que quere?!... Os Sobrais passeiam afinal a linhagem de Luís XV de França!...
ResponderEliminarOlhe. Os cavaleiros tauromáquicos, que nem são para aí uns quaisquer, passeiam-lhe apenas a casaca. E talvez o tricórnio, quando o usam.
Cumpts.
E creio que foi o único que cantou na sua própria língua. O nosso representante esteve muitos, muitos furos acima daquela saloiada toda, em todos os aspectos e mais um!
ResponderEliminarTantas palavras... Aquilo é uma caca de música.
ResponderEliminarCumprimentos
Mesmo assim os outros eram bem piores!
ResponderEliminarOs ingleses cantam sempre na sua própria língua. E ainda bem. Os amaricanos é que tiveram lá o Nat King Cole que se pôs a cantar em latrino-americano (e numa vez em brasileiro) e o resultado não foi brilhante. Para a língua latrina, quero dizer.
ResponderEliminarE quere então dizer, afinal, que os outros eurovisivos ainda eram piores. Desgraçada vitoria!
Cumpts.
Só comentários de 2007, hein? E então os d'agora?
ResponderEliminar:) Maria
Estão aqui, na 2.ª página.
ResponderEliminarCumpts.
Não há ninguém que tenha a hombridade de dizer que aquela musiqueta é uma caca?
ResponderEliminarSe for para 'censurar' também Vexa não é homem