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domingo, 30 de abril de 2017

Ainda Salazar, por Franco Nogueira, e a imprensa livre

 Conto uma história.
 O vol. II foi-me gentilmente oferecido pelo meu estimado amigo, o Sr. A. Fernandes. Adquiri o vol. I num OLX qualquer por menos dum conto de réis. Ambos usados, mas em bom estado. O caso foi ficando assim até que me resolvi a comprar os restantes; negociei-os em conjunto, ficando-me
cada um pouco mais ou menos pela conta do outro que comprara. Sucede que estes últimos quatro, embora inteiros, vinham com a cabeça e a lombada tão, mas tão amarelecida do pó, e deitando tal cheiro, que me cheirou o caso a décadas de armazém. Desconfio que foram comprados de propósito para armazenar e deixar esquecer, numa habilidade porventura concertada de os subtrair ao público. Isto explica-me a raridade de certas edições incómodas, como esta — ou aqueloutra do livro de Rui Mateus (*), com 3 tiragens só no ano de 96, salvo erro, e cujos volumes se quase evaporaram.
 Coisas da democracia, certamente por culpa do salazarismo.
 Resolvi-me encaderná-los por causa do estado pior daqueles vols. III-VI. Entretando já estão mais arejados...


F. Nogueira, «Salazar», Atlântida/Civilização, Coimbra/Porto, 1977-85.


 




(*) Rui Mateus, Memórias de um P.S. Desconhecido, Lisboa, Dom Quixote, 1996, proposto para abateindisponível, ou desaparecido das bibliotecas de Lisboa. Um que se ache talvez esteja convenientemente emprestado; podemos esperançosamente aguardar que o devolvam...

2 comentários:

  1. Mandarinia2/5/17 09:05

    Caro Bic,

    Notícias sobre estes assuntos tão interessante e muito reveladores é que não há. Só aqui. Liberdade da treta.

    Cumprimentos

    PS Antigamente os embaixadores eram como Franco Nogueira hoje temos o Augusto Santos Silva. Evolução notável...

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  2. Pois!...
    No mais, agora qualquer caceteiro dá.
    Cumpts.

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