Mais uma bem documentada no archivo photographico da câmara municipal — «Obras para a colocação do lago e estátua de Neptuno», como se fosse no Largo de D.ª Estephania. — Trata-se, sim, da Praça do Chile; a chapa foi batida de andar alto no n.° 5 da dicta praça e a rua à direita é a de Pereira Carrilho, que se vislumbra até à Alves Torgo vinda do Largo de Arroios.
Naturalmente as obras são de remoção do tanque e da estátua de Neptuno para posterior colocação, ali, da de Fernão de Magalhães que ainda lá vemos agora. A photographia é de Judah Benoliel, circa [em 29 de Agosto de] 1950.
O que me surpreende nestas fotografias é a pacatez das mesmas.
ResponderEliminarA cidade tem prédios, pessoas, carros (poucos é certo) mas transmite uma calma que hoje se me afigura inacreditável. Será que o bulício estaria nas zonas mais antigas da cidade? Gostava tanto de visitar esta Lisboa...
Obrigada por nos deixar vislumbrá-la.
Os automóveis encolhem as ruas. As pessoas também. Havia menos coisas pregadas à cidade: semáforos, sinais, estacas, cartazes, anúncios... Só mais na baixa, o bulício. O ritmo em geral era outro. As photographias captam isso tudo ou a sua ausência. Captivam tanto estas scenas que tudo em Lisboa hoje é decepção. Frustrante!
ResponderEliminarNo mais, mérito aos photographos. E ao passado, talvez.
Cumpts.