Houve aí hoje um burburinho desgraçado com o sortido de refug… iados que tocam ou não tocam a Portugal. A Ana Gomes quer uns assim. A Grécia diz que escolher esses é discriminar outros menos assim. E uma carinha laroca que fala em nome da Europa como que decreta que Portugal não pode escolher a gente que há-de receber.
Portugal não tem direito a escolher?!...
Há aqui um problema. Para não haver escolha haviam de vir todos. Se não vêm todos, escolhem-se fatalmente alguns. Logo uns acabarão escolhidos e, havendo de haver escolhidos, alguém haverá de necessàriamente escolher. Se é para Portugal que hão-de vir e não tem Portugal o direito, brincamos.
Mas bem, o portugalinho defunto há muito se decompôs nisto:
Primeiro um mandarete não eleito dos portugueses arroga-se em seu nome (dos ditos portugueses) a dar aposentadoria a mouros. Em Portugal. A expensas de portugueses (ou não?)
Depois uma Ana qualquer Gomes que estrondeia para aí por tudo e por nada arroga-se escolher uns mais do seu particular agrado.
E por fim aquela boneca de Bruxelas: — «Portugal não pode escolher…»
Ouviu-se aí, no caso — além desses anfitriões da casa alheia, que arrotam democracia e jornaleiam sempre com a boca cheia de Povo (e nem falo já mais da estrangeira bruxeliante) — ouviu-se aí, pois, voz a mais algum português?
Pois então falo eu. Donde me vejo, o caso é muito simples: a Grécia pode descriminar como quiser o stock de humanos que lhe saiu para rifar (o S.E.F. ou os fronteiros da Portela do Humberto Delgado haver-se-ão na mesma forma com os mouros que ali calham). Os anfitriões aí atrás que convidem, recebam, alojem e agasalhem em suas casas quem bem lhes pareça; do cão ao barão, é com eles. Na minha casa não há anfitriões; o Zeus sou eu.
(Parto de Alcmena, in art.com)
Já não há paciência para esta atitude e para este assunto. Não percebo porque é que os países não podem escolher e não percebo porque é que os refugiados não se refugiam em países muçulmanos (alguns são bem ricos: Qatar, Arábia Saudita, para dar dois exemplos). Irra!
ResponderEliminarHá muita coisa que se não entende. Dizia-se pagarem milhares de € por uma viagem em bote salva-vidas às praias da Europa. Não comprariam uma passagem de avião direita a Berlim ou Estocolmo, sem andarem aos caídos na Grécia?E servirem a desgraça em capítulos diàriamente à hora de jantar mais parecia telenovela. De resto, como ladainha mais vale o terço ao fim da tarde.
ResponderEliminarCumpts.