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domingo, 27 de novembro de 2016

Fôsse isto um país

 Demitiu-se o empregado da Caixa Geral dos Depósitos com a função de administrador da sua particular declaração de rendimento. Perdeu o govêrno a oportunidade de o pôr na rua.
 Fôsse êle um govêrno.


História de Portugal (contracapa), Agência Portuguesa de Revistas


História de Portugal (contracapa), Agência Portuguesa de Revistas. Ilustr. de Carlos Alberto.
In blogo de B.D.

7 comentários:

  1. Joe Bernard28/11/16 16:45

    Será que esta palhaçada aconteceu porque estamos perto do natal???

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  2. Aconteceu porque estamos sem rei nem roque.
    Uns tratantes de alto coturno predispostos a remunerações obscenas e pretendendo sigilo da riqueza pessoal escudados em lei cozinhada à sua medida?! E demitem-se, ofendidos com uma lei que lhe finalmente cerceia o abuso de não quererem ser escrutinados antes e depois do tacho.
    Como chega um Estado propagandeado de Direito a contemporizar uma miséria moral destas não me pergunte. O que sempre digo é que só se vê disto num país a saque por gente reles e sem escrúpulos. Como não foram logo despedidos por quem os contratou define tudo.
    Cumpts.

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  3. E o reles carácter de quem os contratou define o baixíssimo calibre dos contratados...
    :)Maria

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  4. Ao contrário do que o texto indicia, penso que, finalmente um governo encontrou um 'gestor' que gere a sua fortuna e não se vende ao engodo de salário obsceno, não esconde a sua fortuna antes considera a 'honra' da palavra dada mais importante que 'salários'
    Apesar da 'gestão', enquanto ciência, não colocar qualquer Moral nos seus vértices,e a 'visão do sistema económico liberal' aniquilar qualquer possibilidade de associação entre remuneração e contexto social ou local do exercício da função. - Esse é antes o primado dos sistemas Marxistas/Comunistas - a palhaçada transformou-se em "assunto" mesmo entre as elites do pensamento liberal totalitário
    A Moral morreu, ficou moribunda em pleno séc. XVIII e extinta no séc. XIX. E 'Obscenidade' é, hoje, uma simples figura de estilo. Ao contrário da opinião por vós expressa, julgo que temos aqui um raro exemplo de Homem de Bem, não porque esconda o seu património, pois que isso é cousa fácil de fazer nestes Reinos, mas porque considera a 'palavra' um valor superior a uma remuneração choruda.
    São muitos os de remunerações chorudas, muitos os de funções obscenas,maior o número dos que pagam para esconder tostões e não raros os pagam para fazer desaparecer milhões... Contam-se os que compreendem o significado e o VALOR MORAL da PALAVRA
    Tal não surpreende: a moral morreu e com ela o 'Homem'.

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  5. Que gere a sua fortuna nao duvido. Ninguém duvida. Quanto à palavra, à honra e à moral está muito bem. Sòmente sucede que um homem honrado nunca se sujeitaria a aleivosias destas de tratantes sem palavra. Nem se daria com gente assim, decerto, mais a mais possuindo meios de fortuna que lhe dão independência.
    Portanto, ou é um entre iguais ou tem rabos de palha, que, é bom dever, dá no mesmo.
    Cumpts.

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  6. Pois, como é bom de ver, excelente gestor o homem é! Duvido que se dê com "esta gente", tanto assim é que não deu. Poderá, simplesmente, não tendo rabo de palha, como os demais, não ter o 'bom gosto' de ver os seus bens publicados em Jornal da República, o que não indicia que os não tenha declarados no lugar próprio.
    Quando miúdo dir-lhe-ia BOA MALHA, mas muito ao lado.
    Se os 'rabos de palha' ardessem estaríamos haveríamos de ter bombeiros que apagassem o Fogo, literalmente

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  7. Ao lado é o bom gosto ante a lei. Como sabe não dispõe ela em função dele. Ou da sua falta. É outra malha.
    Ficamos conversados.

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