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terça-feira, 1 de novembro de 2016

De Todos os Santos

Hospital Real de Todos os Santos, Lisboa, séc. XVI
Hospital Real de Todos os Santos, Rossio, séc. XVI.

4 comentários:

  1. Fachada linda, linda. A perfeição e minúcia aplicadas pelos mestres-pedreiros(?) " maçons", na execução deste género de construções, era absoluta. O cuidado como tudo era feito e o, presumo, pouco tempo que levava à sua conclusão era de nos deixar deslumbrados. Sobretudo nos dias que correm, tantos séculos depois, em que qualquer mamarracho de muito menor dimensão e de linhas rectas sem a mínima beleza estética e, pior, sem deixarem exemplos de sumptuosidade para os séculos vindouros - e ainda pior, levarem anos e anos para terminar uma obra e vergonha das vergonhas, quase todas elas custarem ao erário público três e quatro vezes relativamente ao orçamento contratualmente estabelecido..., para, escândalo maior, grande parte dele ir parar às contas privadas dos políticos responsáveis pelos contratos efectuados - como este belíssimo exemplo do manuelino e milhares d'outros construídos nesse e até em séculos anteriores, que felizmente ainda possuímos espalhados por todo o país, maravilhosamente preservados, muitos dos quais graças à atenção que lhes foi dedicada na preservação e/ou reconstrução durante o Estado Novo, sem esquecer as verbas astronómicas àquelas atribuídas e, acrescente-se, não sem um considerável esforço económico, tudo isto feito graças ao mui louvável e patriótico empenho do Dr. Salazar. Honra lhe seja feita.

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  2. No "Cais das Colunas", propriamente dito, o que terá sucedido ao cais visto que apenas restam as colunas?

    https://d1u1p2xjjiahg3.cloudfront.net/d3032851-b26b-49f7-ac62-e8d6eb04ac49.jpg

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  3. O mesmo se diga ao Terreiro do Paço: que lhe sucedeu...?
    Cumpts.

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  4. Sim, a fachada da igreja era de belo ornamento. Da invocação de N.ª Sr.ª do Amparo, cuido. A memória perdura por caminhos ínvios na Rua do Amparo que sae do Rossio e corre o N da Praça da Figueira.

    A opulência da architectura hoje não é do ornato. Isso exigia arte e mestria; mão adestrada. Não. a opulência hoje é o sumptuoso gasto (sempre a arrebentar orçamentos) em obra sem valor architectonico nem gõsto que se lhe veja.

    Paradigmático do zêlo e da seriedade do Estado Novo ante herdeiros da pesada herança é o castelo de S. Jorge, em Lisboa: aqueles recompuseram-no de alto a baixo e abriram-no graciosamente ao visitante; estes outros, puseram-lhe torniquetes e cobram ingressos a nacionais e estrangeiros sem obra alguma lá terem alguma vez feita. Foi em 2004, depois de terem delapidada a herança...
    Cumpts.

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