Empreendendo ainda agora cá com os meus botões a propósito da proclamação lá de Bruxelas do ministro dos negócios trangeiros (é como dizem na rádio e na TV), cuido que me enganei. — Claro que zurrar das alturas da Europa tem outro sainete e daí o ornejo lhe sair referido expressamente à Europa e não ao gentio cá do rectângulo. Foi o que me baralhou. Mas o recado era para cá. Se não, considerai as mesnadas ontem em ordem de batalha (ou mera troca de galhardetes) no Martim Moniz. É o que faz sentido... E faz mais sentido ainda que, sendo o ministro dos trangeiros, apareça fazendo avisos contra deportações. A portugueses porque mais ninguém o ouve.
Ora bem, de avisos doutrinadores aos portugueses, além do altíssimo ministro dos trangeiros desde o Olimpo de Bruxelas, havemos de considerar a veneranda comunicação social deste terreiro à beira-mar plantado. Entre a evangelização geral com rebaixamento do gentio de direito histórico por um lado, e a sagração do estranho não assimilado por outro, ver uma repórter em directo da horda ululante de talibãs da Moiraria acrescentar como argumento o único angolano da manifestação não havia de ser senão digno do maior dó? A que propósito?!...
Mas ouvi-la acto contínuo reforçar que está em Portugal há 43 anos?!!!... Que diabo! Já é estupidez a mais. Que nacionalidade teria este único angolano da manifestação quando por 1973 aportou à metrópole?
Reis Ventura, Sangue no Capim Atraiçoado, 14.ª ed., [Lisboa], Fernando Pereira, [1986].
Essa reportagem merecia o prémio "ignóbil" do jornalismo. "Alguém fala português?" ... As poucas palavras desconexas que conseguiam articular não davam para entrevistas. "Há quanto tempo espera pelo papel? Há sete mais." Mas a menina não desistia: "Os portugueses recebem bem os emigrantes?" "Os portugueses recebem bem os emigrantes?"
ResponderEliminarEnquanto isso um português "do Partido Nacional Renovador" tinha a cara colada ao chão e era algemado e travado por 5/6(?) polícias. Os números eram esclarecedores "cerca de 1200 emigrantes e 60 do Partido Nacional Renovador". Desisti de ver. Ainda bem.
Caro "BIc"
ResponderEliminarQuando vi o título deste livro, tive a sensação que tinha cá em casa um livro com mesmo nome.
Fui à procura e realmente tenho a 2ª edição deste livro. Foi comprada pelo meu falecido pai em 1962, na Papelaria e Livraria Rossio, de Joaquim António da Fonseca, em Alcobaça.
Curiosidades desta vida ...
Cumprimentos
José Leite
Prezado José Leite,
ResponderEliminarComprei-o agora, na 14.ª ed. de que dou imagem. Ainda o não li. Conserve o que tem. Livros deste teor tendem a sumir-se, eu me parece. Incomodam. Não vê V.? 14 edições e não se acham mais que uns poucos à venda por preços que não são pechincha.
Há qualquer mistério nisto que não se explica. Ou explica?...
São outras curiosidades.
Cumpts.
Vimos o mesmo. O enjoo é igual.
ResponderEliminarSó me pergunto: que tropa é esta de moiros que povoam frutarias atrás de frutarias, tanta vez às moscas, abertas a horas e a desoras? Que tropa é esta? Que falta faziam? Que negócio se alimenta com eles e que esconde no meio de tanta fruta?
É isso que me não explicam.
Como me não explicam como são todos mancebos, só homens, sem mulheres nem família.
O que diabo é isto?
Cumpts.
Concordo. É muito estranho. Frutarias (acho que a fruta é para disfarçar o que vende mesmo é o álcool) e lojas de telemóveis. Esses mancebos vão comprar o que vendem nessas lojas a outros super ou hipermercados. No Pingo Doce da minha zona já todos fogem deles quando vão para a caixa.
ResponderEliminarO caro Bic já tentou pedir factura nestas "frutarias"? Não há papel, não imprime, blá, blá. Mas o que importa é que se receba bem.
Há algum tempo comprei um livro intitulado "Memórias de um inspector da Pide". Ao pagar o alfarrabista disse-me "Não mostre o que leva aí".
ResponderEliminarO que importaria era saber que espécie de tráfico de gente é este e que esperam os portugueses ser daqui a duas ou três gerações?
ResponderEliminarHeresia! Isso dá direito a ferrete de fâchista e auto de fé democrático.
ResponderEliminarNão é tão bela a libardade?
Cumpts.