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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Crónica de lacaios à jorna (muito pouco subtis)

Repórter Imbecil, NY TImes (Rowan Atkinson)



 A Imprensa hillaryante continua tão democrática como as manifestações antitrampa das minorias ruidosas, hoje, de Londres ao Novo Mundo.


 Ontem, pela alvorada, ouvi a notícia surpeendente de Trump ganhar aos votos seguida da notícia nada coisa do Marcelinho da gente lhe haver enviado sem demora as felicitações. Ouvi-o logo às 8h00 da manhã.


 À tarde, uma repórter Cristina Lai Men da T.S.F. tomava as dores duns nova-iorquinos com uma directa nos lombos, decepcionados, infamados e chorosos; o Trump ter sido eleito humilha-os de vergonha e a repórter transmitia-no-lo pelo éter como se fossem aqueles frustrados o exemplo acabado de toda nação americana; infamante nação que na realidade, basta pensar, há-de ter votado no tal infame.


 Contradizem-se tão estùpidamente e nem se dão conta? Ou dão e é pior...?


 Pois, logo a seguir, um Rui Tukayana na mesma antena, lá noutra terra da América descobria afinal que por ali 70% dos eleitores tinham votado no tal infame com tanta naturalidade como aquela com que no dia seguite foram trabalhar: como se nada mais fosse. Escolheram tão livre e democràticamente como na América quem entenderam e seguiram com a vida. De tal maneira a vida corria normal que a intromissão do repórter os interrompia no trabalho e haviam de parar com ele para lhe responder à trivialidade da reportagem.


 Entra de novo a Lai Men e... Milagre! Não é que tira da cartola uns quantos que também tinham votado no Trump e que hàbilmente escondera na primeira intervenção. Maldito Tukayana que lhe desfez o tabu. Quem terá escalado esse cronicão das informáticas a repórter de política?! O andróide estoirou pela culatra ao jornalixo engajado. Azar!


 Na TV mais à tardinha iam para o ar os maiores figurões da scena política mundial: o Holanda da França; a Merkela da Alemanha — ambos com recados (pouco) subliminares de acordo com a escritura sagrada do evangelho polìticamente correcto; o Putin da Rússia que, em russo, diz trampa quando refere o Trump e que é muito engraçado ouvir e; a madame Le Pen, da extrema direita francesa, que foi das primeiras a felicitar Trump pela victória.


 Isto das primeiras a felicitar lê-se nas entrelinhas.


 Do Marcelinho da gente (ou da «Gente») não disseram nada. Será porque, já vistes, também ele foi dos primeiros a felicitar o Trump pela victória?!

(A imagem do Sr. Feijão como repórter imbecil não sei a origem, anda na rede.)

2 comentários:

  1. Mandarinia13/11/16 06:46

    Na realidade a democracia só é boa quando são eleitos os "ungidos" pela classe. Uma chatice o povo poder votar em qualquer um dos candidatos.
    Nunca me lembro de ter visto uma campanha tão facciosa como esta. Depois desta campanha escusam de dizer que o papão é a Fox News porque todos se portaram da mesma maneira ou pior (estou a pensar por exemplo na CNN).
    Ainda bem que este pesadelo mediático acabou.
    Do palerma do Hollande nem vale a pena falar (se fosse de direita...).

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  2. Estes democratas do jornalismo são evangelistas natos. Mas segure-se. Eles não desistiram.

    Primeiro, no próprio dia puseram-se a decompor o eleitorado para isolar os eleitores patogénicos (racistas, xenófobos, nazis, grunhos típicos, etc.); nem se apercebem, mas sempre reconhecem haver eleitores com mais e menos (ou nenhum) direito a voto.

    No outro dia descobriram outra: o eleitorado votou maioritàriamente na Clintona; o que estragou foi o colégio de delegados. E tornaram a proclamar uma cabeça um voto. E que assim na América não há democracia.

    Pois não. Desde 1787. E agora em dois dias montaram estes jornalistas a democracia avançada a partir das duas bases enunciadas. Melhor só na China ou em Cuba, em que nem há discussão.

    Cumpts.

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