Acabei de ouvir a Felgueirinhas anunciar estrepitosamente que «há pilotos das Forças Armadas a ganhar milhares de euros no combate aos fogos» (Sexta às 9, Radiotelevisão Portuguesa, 9/9/16). Um escândalo, porquanto — é o que insinua a notícia — são das Forças Armadas. Sendo civis pouco interessaria a remuneração, ainda que houvesse de ser paga, como é, do erário.
Bombardeiro H.P.57 (?) Consolidated B-24 Liberator «Não faz Mal», Portugal, [1944-46 ?]
No caso do treino dos Comandos outra vez a má imprensa: insinuam os noticiários a malvadez do treino militar. Pergunto-me: quanto desse treino não colide na falta de fibra? E a falta desta, quanta dela decorre da escassez de mancebos voluntários capazes para recrutar? A tropa não é simpática. Nunca foi. Os chamorros que enfileiram na politicagem mole temem-se duma Instituição Militar forte. Querem-na enfraquecida e domesticada, quando não extinta. Tropa de enfeitar; capitães da Abrilada ou salvadores de refugiados para missões fretes internacionalistas. E a imprensa que temos colabora bem é neste frete.
Fosse isto ainda um país!...
Parada militar, Lisboa, [194...]
Fotografias: A.N.T.T., Fundo d' «O Século», Joshua Benoliel, ...
(Revisto.)
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
A reinar com a tropa
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Exigência agora é sinónimo de crueldade. O Estado continua a demitir-se das suas funções principais.
ResponderEliminarConcordo, mas convirá não esquecer que a tropa, esta tropa, colocou-se a jeito numa certa madrugada de há quarenta e dois anos (ou calou e consentiu nesse colocar-se...) e jamais se retractou desse facto... Quem semeia ventos, pois colhe tempestades...
ResponderEliminarO Estado são os partidos. A sua função é a evangelização pelas tubas me(r)diáticas.
ResponderEliminarCumpts.
Por exigência... Ignorância minha (sinceramente) ou como estoira um único treino dos comandos com um fígado de 20 anos sem ser a tiro?
ResponderEliminarGolpe de calor?
Cumpts.
Exército fujão, chamou-lhe Marcello Caetano. Mas referia-se aos lateiros que fizerem o levantamento de rancho nessa infausta madrugada. A verdade é que a tropa se conformou aos lateiros, sim. Agora é tarde. Esta tropa fandanga já contrata a Sonasa para lhe guardar instalações. A seguir aos Comandos extingue-se a tropa restante. Azar dos refugiados no Mediterrâneo, olhe!...
ResponderEliminarCumpts
Isto, sim, é que era uma parada de militares valentes e briosos que honravam a Pátria. Uma maravilha de se ver. Estes, sim, é que eram militares a valer e Homens com H maiúsculo, que desfilavam com garbo, dignificando a farda que envergavam. Dos militares destemidos e leais à Pátria d'outrora, poucos restaram. A grande maioria vendeu-se a meia dúzia de MFA's-traidores por dez réis de mel cuado. O resultado foi um punhado de apátridas-maçons depararem-se, para sua inacreditável surpresa, inesperada benção e máximo gáudio, com campo livre para tomar d'assalto o País. E foi o que fizeram sem tardança. Destruíram-no em menos de nada, mandaram assassinar milhões de inocentes e deixaram o Povo que restou das suas malvadezas e manobras torpes, dividido e infeliz e sem alegria de viver. Os culpados que não pagaram/pagarem em vida pelos gravíssimos crimes cometidos contra um Povo crente e bom - que os recebeu de braços abertos pensando ingènuamente que os vinha libertar da famigerada 'ditadura' tendo recebido como paga outra ditadura, agora efectiva e imposta, na qual, sob a capa de uma pretensa democracia, lhes foi permitido mentirem alarve e sistemàticamente ao Povo permitindo-se em simultâneo cometerem desavergonhadamente e à luz do dia mega fraudes, corrupções monstruosas e traições mil, que perduram no tempo, já que em vez de abrandarem ou cessarem têm-se multiplicado ano após ano, dia após dia - pagá-los-ão na outra vida. Há algo de que podem ter a certeza, não há pecado que escape à Justiça Divina. E só Ele tem o Poder Sobrenatural de perdoar ou julgar os grandes pecadores.
ResponderEliminarMaria
A fotografia é por demais conhecida, é histórica e é sempre bom recordá-la (mas não agradável...), já que vale bem mais de mil palavras - http://images-cdn.impresa.pt/visao/2011-07-06-0--13-.jpg-2/original/mw-1280
ResponderEliminarA imagem duma desgraca.
ResponderEliminarCumpts.
Parada Militar (ou Parada militar?) com maiúsculas, assim é que está correcto. Lapso meu. Sorry! Daqui a nada não saberei escrever, tal o abastardamento do português a que vou assistindo... Por vezes até sou eu que julgo que estou errada. A falta das consoantes mudas nos vocábulos que as exigem, por tudo quanto é jornais, revistas, subtítulos nos programas televisivos, etc., é um verdadeiro horror.
ResponderEliminarMaria
Não os vi um a um mas parece-me que a ordem unida ia bem treinada. Desfilar alinhado com uma frente de 12 homens não é simples. Eram homens mais rijos. De melhor cepa que eu, que já fui um mimalho. Não mereciam o triste desfecho que só os humilhou.
ResponderEliminarEstes capacetes no meu tempo tiveram alcunha de bombokas. Os primeiros contingentes enviados à Angola em 61 forem daqui com elas. Cedo se viu serem desadequadas naquela guerra.
Cumpts.
Em boa verdade é desfile.
ResponderEliminar:)
Cumpts.
P.S.: Militar, se prefere.
ResponderEliminarP.P.S.: o mel é coado.
Foram, digo.
ResponderEliminarOlhe que não, olhe que não (como dizia o outro...)
ResponderEliminar:)Maria
É uma maravilha observar estes bravos militares a marcharem e o que é ainda mais bonito é ver o sincronismo entre eles e o alinhamento perfeito no passo. Uma verdadeira beleza. O completo oposto da vergonhosa tropa desalinhada e barbuda (e pró comunista, que traiu Portugal) que brotou com o malfadado 25/4.
ResponderEliminarMaria
Tem toda a razão, não sei onde fui buscar semelhante disparate.
ResponderEliminarMaria
Quando vejo estas paradas militares, mesmo em fotografia, relembro a década de 60 e 70 dos garbosos que nas avenidas ecoavam com o bater das botas no asfalta, ao toque dos tambores e as vozes de comando, esquerda-direta, me fervilha de imediadto o sangue nas veias
ResponderEliminarSaudações militares aos homens que deram o corpo ao manifesto e que hoje estão squecidos
Saudações a si também !
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