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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Reminiscências de 81 ou 82

 A Ribeira é rara no Tubo. Há poucos anos era mais rara, mas natural é que reaparecesse, especialmente em apresentações ao vivo, meias revivalistas. O teledisco é que nem vê-lo... Mas a Ribeira chegou-me a aborrecer: andou meses em 1.º no top do T.N.T. em 81 ou 82; semana após semana lá vinha o teledisco que agora teima em não aparecer mai-lo Sol bate no goraz em falsete... Tantas semanas foram, tantas, que me até dava para desconfiar, eu, na minha ingenuidade adolescente, do que estaria detrás de tanta Ribeira, tanta Ribeira: marketing promoção de vendas a fazer batota no T.N.T. e o Jorge Pêgo um aldrabão pegado.
 E a irritação que me a Ribeira causou por causa disto?!... Odiava-a.
 Embrirrei com os Jafumega logo desde ali para sempre, tanto mais quantos os êxitos que iam somando, com cúmulo na Latin' América. Mas ao depois passou-me (salva a Latin' América que ainda agora não suporto) e, da raridade desta Ribeira neste tempo cibernético já me passou ela a soar a saudade. (De me tanto matraquear no ouvido em moço teve efeito de lavagem ao cérebro, desconfio...)


 Ao vivo, esta, foi a melhorzinha que descobri. Confesso que não aprecio como o Luís canta hoje sem pausas os primeiros versos. E confrontando com a versão de estúdio há menos fulgor ao vivo. — Na Rapariguinha do Shopping, p. ex. (uma trintona da mesma idade, agora) não se perdeu tanto. — Menos fulgor ainda, noto no público do concerto. O Luís Portugal bem puxa por eles, coitados, mas esta cantiga já não diz nada àquela gente...


Luís Portugal (Jafu' Mega), Ribeira
(Festival pop de Portugal, Luxemburgo, 2013)

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