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terça-feira, 26 de julho de 2016

Do valor das coisas

Sistema Pioneer midi pd-z82, 1988/89


 Vendi um par de colunas que me restava dum sistema de som comprado lá pelo fim do Verão de 1989, salvo êrro. Rendeu-me três contos de réis. Tinha-me custado noventa e tal. Somai-lhe um conto de réis doutro par colunas de som envolvente (surround) que havia adquirido posteriormente, já não sei quando. Três ou quatro contos fora de noventa foi o preço de usufruir da aparelhagem por quinze anos; não sei se foi lucro ou prejuízo; não há como remir certas cosas a cifrões. Os últimos doze anos em que a guardei numa arrecadação foram decerto prejuízo, uma antecâmara do ponto electrão: um dos leitores de cassetes emperrou e deixou de trabalhar, o outro trabalhava a custo, e a correia do gira-discos fundiu-se numa massa pastosa que aderiu ao alumínio do prato que a custo me saiu dos dedos.


 Não vem isto por nada agora senão pelos 85 mirós do B.P.N. Pela música que para aí dão, parecem valer bem hoje o bom dinheiro que se presume hão-de dar por eles. Melhor será despachá-los já, por que, em amadurecendo as modas, não venha o seu valor revelar-se realmente como de coisa sem grande jeito que preste.


 


(Imagem em nettimarkkina.com.)

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