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sexta-feira, 3 de junho de 2016

A voz do Portugal vicentino sobre a cagamerdeira do séc. XXI

A verdadeira mulher da Beira!, Sortelha. (prox.), 2016.

14 comentários:

  1. Anónimo3/6/16 09:43

    Caro BIC,

    O que já me ri com esta senhora! Chama os bois pelos nomes.
    Obrigada.

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  2. Mas esta brutamontes ordinária tem alguma coisa a ver com a MÃE portuguesa?

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  3. Não é mãe. É mulher. Mas o título é do autor do filme, não meu. Eu associo-a muito mais o vernáculo popular, desbragado mas genuíno no apreço da realidade e na sua clara e capacíssima transmissão oral. Coisa que o Jorze Jesus, por ex. não manifesta, por a linguagem lhe tolher as ideias em vez de as veicular.
    Há uma poesia aqui que sem peias de polimento cortesão se acha há séculos nos autos vicentinos. Toda a linguagem brota do natural da mulher, brutal mas genuína.
    Cumpts. :)

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  4. Depende, evidentemente, do ponto de vista...

    Quanto ao Jesus é um especialista em futebol ou seja (com diria o outro) um ignorante em tudo menos naquilo em que se especializou!

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  5. Certíssimas as duas, como é evidente.
    cumpts.

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  6. lembra o Gil Vicente (autor!). Desde o (post) coliseu...brilhante, como sempre . Obrigada

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  7. Anónimo4/6/16 05:22

    Brilhante :)
    Como sempre!
    Vicentina, voilá, genuína, not really, empolgada, sicher...
    Não corresponde ao paradigma da mulher vicentina, só num certo apoucamento da natureza humana e da ' classe' do social.
    Mais que mulheres e homens, Vicente, cria personagens que servem, above all, para a crítica do Regime! LIKE, LIKE, LIKE! :)

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  8. Inspector Jaap4/6/16 12:29

    Subscrevo entusiàsticamente a resposta do caro BIc a Seve. Com efeito, trata-se duma pessoa sem papas na língua que diz o que pensa e pensa o que diz, ao contrário do rebanho que por aqui pulula.
    As boas maneiras são sempre de aplaudir quando consequência de um avanço cultural e civilizacional; quando não correspondem a nada ou ao seu contrário, o que ainda é pior, tendem a provocar destas reacções, genuínas e directas, mas refrescantes, caramba!.
    Cumpts

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  9. O espontâneo e o vernáculo são vicentinos. A crítica de costumes também. A mulher é um exemplo de como isso perdura.
    Obrigado!

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  10. “In illo tempore”, dissesse eu um milésimo do que se ouve no vídeo e seria certamente alvo de forte “abanão” ministrado pela minha mãe ou avó…

    Não obstante, e apesar da sua rudeza de modos ou até por causa disso, a personagem filmada mantém um senso comum digno de apreciação, o qual é tão característico das populações rurícolas e que a generalidade dos urbanos, por pretensiosismo e por arrivismo, perdeu quase por completo.

    Agora, o que não me parece que se comprove é a relação entre o uso da “internet” e o aumento da homossexualidade…

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  11. Paradoxalmente o «polimento» civilizado é já tanto que deu em valorizarmos a rudeza primitiva espontânea.
    Obrigado!

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  12. O nexo que afirmou primeiro foi da Internete com «tanta puta e tanto cabrão como eu nunca vi na minha vida»; a homossexualidade foi o corolário. O seu juízo é que a Internete é só para isso. Sabemos que não, mas também sabemos que sim. Ou não?...
    Cumpts.

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