Certa vez em que na minha guerra fui escalado de reforço à porta Norte do quartel, onde era a cadeia, havia lá um soldado condenado em oito dias de prisão pelo comandante. Um outro injuriara-o e ele, agravado, pregara-lhe um murro sem meia medida. Quinze dias passados calhou-me de escala o mesmo serviço na mesma porta Norte onde era a cadeia. Admirei-me de lá ver aquele mesmo que esmurrara o outro e procurei-lhe como era que ainda ali estava. Pois respondeu-me que, daquele murro, cumprira ele a pena já, mas que lhe o comandante tornara a dar oito dias por, em saindo, ter ido pregar novo murro no outro. Dizia que só com dois murros se desagravava.
Ora, mas tudo isto vem para um caso! De haver aí um (auto) flagelador ministro da cultura à bofetada, logo agora, quando no ministério da guerra se cultivam batalhoas no lugar de batalhões.
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Duelo entre Mello Barreto, jornalista, e Rodrigues Nogueira, do Partido Progressista, Ameixoeira, 1909.
Joshua Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.
Ai as batalhoas. Está engraçado
ResponderEliminarDuelo na Ameixoeira?
ResponderEliminarJá em 1909 havia desordens por lá!!!
:)
ResponderEliminarCumpts.
Por acaso a coisa parece bastante ordeira. Metia padrinhos (testemunhas), mas não a polícia que agora lá vai mas foge a esconder-se. Lavava-se a honra dando o próprio coiro ao manifesto. A bofetada, hoje, é toda ela só de garganta.
ResponderEliminarCumpts.
Tem muita razão: havia Homens a sério, honra que se tinha e se devia preservar, respeito pelas regras - a civilização no auge! Depois, foi sempre a descer...
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