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segunda-feira, 11 de abril de 2016

A irrisão do meu tempo


A religião do meu tempo


Sim, meus caros, é mágoa, é desalento
e se uma leitora ao menos der por isso
vale a pena fingir o que deveras sente.


Os toldos vermelhos fecharam-se nas praias.

Faltam homens sem qualidades.
Já todos entendemos
que um tempo acabou.


Acabou o seu tempo,
diz-me o psicanalista, lá nos anos 70,
a acordar num bocejo e a olhar para o relógio.


(Luís Filipe Castro Mendes, «O novo ministro da Cultura em 10 poemas», Observador, 11/4/2016.)

Ou



A [mesma] religião do meu tempo


 Sim, meus caros, é mágoa, é desalento e[,] se uma leitora ao menos der por isso[,] vale a pena fingir o que deveras sente. Os toldos vermelhos fecharam-se nas praias. Faltam homens sem qualidades. Já todos entendemos que um tempo acabou. Acabou o seu tempo, diz-me o psicanalista, lá nos anos 70, a acordar num bocejo e a olhar para o relógio.»


(Idem.)



 Tanto em verso sem rima como sem verso nem rima, é... poético!...
 Não tanto como contos eróticos em castelhano, porém...


As musas Melpomene, Erato e Poliímnia (Le Suerer, 1652-55)


As Musas: Melpomene, Erato e Poliímnia
Eustáquio Le Sueur, 1652-55
Óleo sobre tela, 130 x 130 cm
(Museu do Louvre, Paris)

3 comentários:

  1. este ainda é mais giro (http://timtimnotibet.blogspot.pt/2016/02/o-sonho-de-schauble.html)

    (E é dele ... eheheheh)

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  2. Não suplanta Camões, mas é melhor do que o Alegre.
    Cumpts.

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