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terça-feira, 26 de abril de 2016

A censura folclórica


« Muitos discos estavam proibidos de se transmitir em [i.é, no] R.C.P. [Rádio Clube Português]. Algumas largas dezenas! — Somente uns pares de exemplos: O Menino de Sua Mãe, de Fernando Pessoa, Baile de Roda Mandado, do folclore algarvio ...» &c. &c. (Matos Maia, Aqui Emissora da Liberdade, 2.ª ed., Caminho, Lisboa, 1999, pp. 173-174, apud Delito de Opinião.



  Era de facto tenebroso: umas largas dezenas (dezenas) de cantigas proibidas de pôr no ar, de que sobrou memória duns pares de exemplos... Parece folclórico! Atenho-me ao Baile de Roda Mandado...



Margarida foi à fonte
Com sapatinhos de lona.
Escorregou, partiu a bilha,
Espetou os cacos na teeesta!



  Há-de ter sido disso, pois... A mesma coisa que meia dúzia de anos marchados em liberdade entendeu cobrir a pentelheira àquelas miúdas das escolas secundárias... Piii!
  Censura com Patchouli não deve ser censura. Vamos que é folclore.



Grupo Folclórico de Faro, Baile de Roda Mandado e rapsódia.
(Faro, 2013)

6 comentários:

  1. Marcos Pinho de Escobar26/4/16 20:36

    Homessa! Pensava eu que nem transmissão de música havia... Assim como o inexistente pronto-a-vestir! Mas o escandaloso é que não se permitia a internete . Terrível era o feíxismo!
    Abraço amigo!

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  2. ahahahahahahahahahahahah...
    Caro BIC Laranja
    ahahahahahahahahahahahah... Com q'então foi à font'i partiu a bilha... ahahahahahahahahahahahah... e não q'riam q'uma música dessas foice proibida...
    Em compensan são, hoje 'tá na moda ser o Margarido a ter a bilha partida...
    Boas pedaladas.

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  3. E cartões de cidadões é que são censuráveis.
    Cumpts.

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  4. Aprendam a escrever por favor. Artigo péssimo, nem se consegue ler português. Até nos comentários!
    Que horror

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