| início |

terça-feira, 15 de março de 2016

D. Marcelo, o aftoso

 D. Marcelo, o afectuoso, quase a abrir o discurso ao Corpo Diplomático com:


« Devem [vocês] provavelmente esperar que quebre o protocolo (…) Pois não vos vou desapontar.»

 Para não desapontar, vertamos os interlocutores ao singular:


« Deve [você] provavelmente esperar que quebre o protocolo (…) Pois não te vou desapontar.»

 Mesmo sem próclise [interpolada] o crioulo nunca desaponta, portanto, quebra-se a Gramática também.
 E quase a fechar, vai de optimizar com o p muitíssimo audível (minuto 33:52). No discurso publicado oficialmente, porém, optimizar vem escrito sem p. Que papel estaria D. Marcelo, o aftoso, a ler? Papel de notas falsas ou pergaminho de mau coiro?...



Discurso do Presidente da República sobre a política externa portuguesa

na apresentação de cumprimentos pelo Corpo Diplomático.
Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, 10 de Março de 2016.


 


(Revisto. O som do tubo pode sair fanhoso, mas não foi de propósito.)

3 comentários:

  1. Inspector Jaap17/3/16 14:00

    A falar assim e pelo que vejo, podemos muito bem estar em presença de um potencial ministro do ençino superior no futuro.
    Cumpts

    ResponderEliminar
  2. Um presidente quase feminista. Logo, quase um «presidenta».

    Cumpts.

    ResponderEliminar