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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Da vulgaridade ordinária

 Ùltimamente só aparece gente estúpida a dizer barbaridades. Alguma dela deveras ordinária. E a imprensa, sem critério nem sentido de decoro que lhe já restem, bolça-nos tudo em cima.


 Há dias, numa reportagem sobre o Teatro Nacional (*) não eram passados dois minutos da peça e já o repórter chafurdava na muita m... que as gentes do teatro diz que dizem. — Não quereis ver a gracinha? Disse-o, não uma, nem duas, nem três vezes; repetiu-o meia dúzia de vezes em 30 segundos, atirando-a aos funcionários do Teatro, aos telespectadores e, cada vez que o repetia, era com a boca cheia dela e prazer incontido.
 São génios assim, chispantes de esterco telecomunicativo, que tresandam modernamente nas tubas da T.V. Dantes havia nível e moderação, isso é que digo.



José Hermano Saraiva, Contos e lendas da Pampilhosa
(A Alma e a Gente, IV-33, R.T.P., 10/IX/2006.)


 



(*) Repórter T.V.I., «Por detrás do pano», T.V.I., 26/II/16.

6 comentários:

  1. O Padre Nunes Pereira- um grande senhor que deixou ilustrações importantíssimas do nosso património.

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  2. Na minha consciência, 80% dos portugas são estúpidos e ignorantes. Dos restantes 20%, 15% só são ignorantes. Safam-se 5% que, em geral, não são políticos pois é uma actividade para merdosos. Trabalham, são trabalhadores!
    Já passei dos 70 anos e cada vez mais tenho a noção acima descrita.
    Em tom de "desculpa" sei que a malta com menos de 45 anos nem Instrução Primária teve; teve experiências pedagógicas comunistas. Assim há Decretos-Lei que em menos de 6 meses já vão na 4a ou 5a revisão/emenda. Elaborados pelos analfa que aludi.
    As minhas filhas aprenderam Lógica Boleana pelos 12 anos, mas não sabem Logarítmos nem calcular uma raíz quadrada.
    Claro que melhores dias virão: «Não há mal que sempre dure».
    Por mim acredito que isto só vai com mortes, à boa maneira da I republica. Quando matarem 3 a 5 malandros, no dia seguinte fogem uns 10.000 de Portugal. Deixam de roubar; o que roubaram já está a bom recato e não é para nos preocupermos. Ou com guerra civil: não esqueçam que no Século XIX tivemos 4 guerras civis! Lembro-me de Lenine e Stalin que mandaram matar todos os seus openentes políticos; mesmo Trotsky, refugiado no México.

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  3. falando em barbaridades: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/o-responsavel-pelo-ensino-superior-em-6743773

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  4. Temo ter de lhe dar razão. Não necessitariam os portugueses ser todos sábios e inteligentes. Bastariam os que os guiam sê-lo. Mas só aparece esterco nessa função, é verdade. Não há mal sempre dure, pode ser, mas cuido que no fim se não resgate Portugal, pois certo é também não haver bem que se não acabe.
    Cumpts.

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  5. Deus lhe acuda!
    Ou que a Sorça teje com ele.
    Cumpts.

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  6. Não o conhecia se não fosse o programa, confesso.
    Cumpts.

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