A porta do palácio Ratton tornou-se um circo histriónico. Aparece lá cada um! O espelho da nação propondo-se a presidente da república...
Por lá o cata-vento mais espertalhonamente mediatizado dos últimos dez, quinze anos vê-se já certo em Belém onde, consigo, «as portuguesas e os portugueses vão tentar recriar a esperança»... Para si a certeza do primeiro passo duma «caminhada de cinco anos» (leia-se tacho); para os portugueses ditos «portuguesas e portugueses» ao modo dos donos morais disto tudo, a vaga esperança na forma tentada.
Em Rapoula gentes das histriònicamente referidas como «portuguesas e portugueses» rejubilam com um traste que construíram e revestiram com as caricas de 200 000 cervejas para fingir de árvore de Natal. Pouco admira que lhe comam democràticamente as papas na cabeça. Haja bebida!
Na Nazaré um surfista cumpre o sonhado sonho de cavalgar ondas a tocar violino: diz que gente referida por histriónicos cata-ventos como «portuguesas e portugueses» é atraída anualmente pelo fenómeno, aos milhares.
Haja música!
Artista popular, Ribatejo, 1976.
Marques Valentim, in Portugal velho.
Vejo este homem e sinto cá uma vontade de o esganar (repetindo a apropriada e furiosa exclamação de uma antiga mulher a dias que eu cá tive, dizendo-me o que faria, caso o apanhasse de novo à sua frente, a um canalizador que lhe roubou a aliança enquanto lhe consertava o cano do lava-loiças) que só Deus sabe. Maldito homem que, para nosso tremendo azar e infelicidade perpétua, o destino fez com que nascesse em Portugal.
ResponderEliminarMaria
Lá dizia Camões «também dos Portugueses, alguns traidores houve algumas vezes» (Lusíadas, IV, 33).
ResponderEliminarCumpts.