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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Conceição Nova de Lisboa

 Enquanto os feirantes transvestiram profanamente no modelo de feira vigente o dia da Imaculada Conceição — o Dia da Mãe passou para não me lembra agora quando, a par doutros epifenómenos do calendário vigente — a História veio a coroar Nossa Senhora da Conceição rainha e padroeira de Portugal e todos os seus domínios desde as côrtes de 1645-46, o que perdura, embora não saiba eu quantos o ainda saibam...


 Por seu lado, a nova marcha dos tempos veio a ditar a demolição da igreja da Conceição Nova, na Baixa, em favor da instalação do Banco de Portugal em 1951.
 Se a manuelina Conceição Velha perdura na Rua da Alfândega, felizmente, a Conceição Nova (a paróquia tem registos desde 1568), ninguém na recordará. Foi fundada em 1699, caiu no terramoto e reedificou-se com devoção de 1756-94 nas ruas da Conceição e Nova do Almada. Foi demolida em 51, como disse. Os altares e objectos litúrgicos foram levados para a nova igreja de S. João de Brito em Alvalade, em 1955. O que há de imagens dela no arquivo municipal é pouco mais que isto.


Igreja da Conceição Nova, Lisboa (E. Portugal, s.d.)
Igreja da Conceição Nova (altar), Lisboa, ante 1951.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

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