No noticiário do baile armado no Bataclan e adjacências ouvi logo na sexta-feira, e repetido depois, que o presidente da França «foi retirado» do estádio. — «Foi retirado»! — A voz passiva nesta retirada soou-me como franca fraqueza do presidente da França. Não tardou porém vi-lhe na T.V. a «resposta implacável» da França à bárbara agressão; muito composto, solene e protocolarmente acobertado no trapo da União Europeia, a par da sua bandeira. Outros se seguiram, solidária e protocolarmente com suas bandeiras a par da da União, casos do italiano e do espanhol.
Esta apresentação em si não diria muito se a não cotejasse com a aparição do primeiro ministro inglês diante da bandeira do Reino Unido, condignamente (e só) com a da França a par. O cobertor azul-estrelado não entra no protocolo britânico.
(Imagens da imprensa na rede sobre o ataque aos parisienses em 13/XI/15.)
Ora aí tem! Muitíssimo bem observado.
ResponderEliminarPor cá, a miséria seria a mesma, ou pior, pois que um dia destes até se esquecem da nossa; e se fosse nesse não-país que, hoje por hoje, ao que parece, é o QG da barbárie na Europa, certamente que só haveria uma.
Cumpts
Cá o que conta é ir remodelando os símbolos com «design». Uma agência correligionária amiga ajuda. O contribuinte paga.
ResponderEliminarCumpts.