A evangelista oficiosa sobre desmandos da P.I.D.E., Irene Pimentel, tem croniqueta à semana na emissora nacional («O fio da meada», Antena 1). Hoje, para não variar, foi sobre o tema que lhe mais ofusca mente: a P.I.D.E.
Lembrou ela o lamentável esquecimento geral dos 70 anos redondos da sua criação; referiu a antecessora P.V.D.E. sem deixar de dizer que Defesa do Estado era eufemismo para se poderem prender opositores ao regime (e opositores ao regime, digo eu, é eufemismo para comunistas). Mas não se atrasou aos tempos da I.ª República na sua história de polícias políticas, como não se esqueceu de recordar a jusante a D.G.S.; tudo muito contidinho ao Estado Novo...
Contou, pois, uma história da P.I.D.E. em prosa estudada e bela entoação, povoando-a emocionada de nazis, fascistas, tortura, prisão preventiva (?!...), informadores (morigerou bufos, quiçá, por módico de compostura), intercepção postal, escutas (?!!...), espancamentos, mais torturas com exemplos explicativos e, no caso do Ultramar, serviço de informações (vá lá!...) nas colónias em guerra contra os movimentos de libertação africana. — Dou de barato a insinuação pouco velada de parecer terem sido as colónias à guerra aos movimentos de libertação e não o contrário; registo sòmente movimentos de libertação...
Do Ultramar estende à Espanha o odioso de últimos (últimos?!) regimes ditatoriais. Portugal metropolitano, ilhas adjacentes e Ultramar ficava-lhe curtinho nas mangas; já o império soviético, Cuba, China &c. &c. faça-lhes bainha à altura do cós porque o rabo, necessàriamente, vem à mostra. — E chega ao clímax da extinção da polícia política no próprio 25 de Abril. — Tem graça esta precisão no próprio 25 de Abril porquanto outros evangelizadores de nomeada difundem nas mesmas tubas radiofónicas que a P.I.D.E. (i.é, a D.G.S.) prendeu e interrogou pessoas em 25 de Abril de 1974 (Jacinto Godinho et al., R.T.P., 25/IV/2014). Deve ter sido mesmo em cima da hora do fecho...
O sermão tinha — além do alívio excrementício das coriscantes obsessões que lhe sarnam a mente, evidentemente — o fito da colagem à agitprop radiante (a que estrondeia na rádio e radiotelevisão) do momento: pôs Irene Pimentel, portanto, como corolário espirituoso da catequese pideana, dedicatória assaz dedicada aos â-tivistas (é assim que lhe sai, imaginai porquê...) angolanos presos e ao Luaty em particular. Falha-lhe nesta obsessão revolucionária em que se revolve a coçar-se sem freio, a lógica mais elementar: os activistas a quem dedica a arenga da luta libertadora esperneiam contra a opressão dum dos tais movimentos de libertação a quem o santo dia 25 de Abril deu tão liberalmente Angola...
(Desmentidos pela perseguição em defesa do Estado revolucionário no Cais do Olhar.)
A inveja é uma das mais firmes características portuguesa. Senão porque atacavam os proprietários dos melhores restaurantes do concelho de cascais.
ResponderEliminarInveja! Tão-só...
Abraço
Ora, porque eram fâchistas, não está bom de ver?....
ResponderEliminarCumpts.
Ainda bem que fala desta escritora(?). Ela é absolutamente execrável tanto como comentadora nos programas televisivos para os quais é convidada, como também nos assuntos que aborda nos livros que escreve. Só escreve (e fala nas televisões) sobre um único tema e só para dizer mal dele. E qual havia de ser senão de Salazer e da P.I.D.E., pois está claro.
ResponderEliminarEsta senhora sofre duma qualquer psicose que não a abandona. Mas Salazar fez-lhe porventura algum mal? E ela foi algum dia prisioneira política durante o Regime do Estado Novo? Se acaso o foi (subversão?, conspiração? traição à Pátria?) então é de crer que terá sido por muito boa razão.
O ar extremamente antipático como fala e é sempre sobre o seu tema d'eleição (Salazar e a Polícia Política, para variar...) e sobretudo as expressões faciais detestáveis, não conseguindo disfarçar o ódio que lhes subjaz, por detrás de cada frase expelida sobressai um defeito iniludível que não pode ter mais nenhuma outra explicação senão ser consequência directa da sua origem genética e esta nunca mente nem é passível de ser disfarçada. Além do seu próprio apelido que é incontornável e também indesmentível. Com isto está tudo dito.
Maria
Tem razão! É o fado duma nota só...
ResponderEliminarCumpts.
Nem mais!!!
ResponderEliminarA S Q U E R O S A ! ! !
ResponderEliminarCom todas as letras.
ResponderEliminarCumpts.
Caro Bic
ResponderEliminarGabo-lhe a pachorra que demonstra ao ouvir essa tal de Pimentel e outras criaturas quejandas...
Pois sabe. Se a liberdade de asnear se lhe não sobrepusesse, ilustrariam como ninguém a razão do exame prévio.
ResponderEliminarCumpts.