CEVADEIRA — Vela que pendia de uma verga atravessada no gurupés. ESCOTA — Cabo de que uma extremidade se fixa no punho inferior (isto é, no canto inferior) de uma vela e que serve para esticar a vela de maneira que receba bem o vento. ESCOVÉM — Abertura na proa, por onde passam as amarras que se prendem às âncoras. GÁVEA — A segunda vela do mastro grande, a que está acima da vela grande. Gávea de proa: segunda vela do mastro de proa, a que está acima do traquete. PAPA-FIGOS — As velas redondas mais baixas, isto é, a vela grande e o traquete. TRAQUETE — A mais baixa e maior vela redonda do mastro de proa. É um dos papa-figos. Primeiramente chamou-se «traquete» a qualquer vela redonda em geral, e «traquetes de gávea» ao que depois se chamou «gáveas». |
AMANTILHOS — Cabos que, fixos nas pontas das vergas, as seguram para os mastros a fim de as manter horizontais quando as velas estão colhidas. AMARRA - Cabo grosso que se prende à âncora para CHAPITÉU — Parte do navio mais elevada, à popa; castelo de popa. ENXÁRCIA — O conjunto dos cabos fixos que, para um e outro bordo, aguentam os mastros reais, descendo até às mesas. GURUPÉS — Mastro colocado na extremidade da proa, para diante, formando com a horizontal um ângulo de 30 a 40 graus. |
In Ant.º Sérgio (adapt.), História Trágico-Marítima, 10.ª ed., Sá da Costa, Lisboa, 1996.
Já agora, e a propósito, aquela "coisa" que anda por aí a dizer que o lugar onde era o gajeiro estava, ou seja quase no cimo do mastro principal era o "caralho"... sabe se é verdade ou mentira?
ResponderEliminarIsso aparece muito difundido na rede, mas não lhe acho prova histórica. José Pedro Machado refere o termo no seu Dicionário Etimológico (lat. caraculu, do gr. chárax, mas não menciona nada de nada sobre o cesto da gávea. Se a coisa é verdade, é de exclusiva tradição oral.
ResponderEliminarSó um velho marujo dos tempos da navegação à vela no-lo poderia confirmar.
Cumpts.
Essa explicação, meus senhores, é do... dito!
ResponderEliminarCumpts