| início |

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O mouro Muça




 Muça dirigiu-se contra as cidades da costa do mar onde havia governadores do rei de Espanha que se tinham tornado donos delas e dos territórios circunvizinhos. A capital destas cidades era chamada Ceuta. E nela e nas comarcas mandava um infiel, de nome Julião, a quem Muça ibne Noçáir combateu, mas achou que tinha gente tão numerosa, forte e aguerrida como até então não tinha visto. E não podendo vencê-la, voltou para Tânger e começou a mandar algaras que devastassem os arredores, sem que por isso lograsse a sua rendição, porque, entretanto, iam e vinham de Espanha barcos carregados de víveres e tropas e eram, além disso, amantes do seu país e defendiam as suas famílias com grande esforço. Nisto morreu o rei de Espanha (...)


Ant.º Borges Coelho, Portugal na Espanha Árabe, 2.ª ed., vol. 2, Caminho, Lisboa, 1989, p. 43.





(Gravura do mouro Muça em Almusafir.)

2 comentários:

  1. Agora os Mouros nem precisam de guerrear e incomodar-se: ele há por aí uns pilantras que, nunca tendo feito nada de relevante, que se saiba, pelos "migrantes" da sua terra, até vão buscar aqueles para que se não incomodem; quando forem degolados na primeira oportunidade é que vão ser elas, se bem que eu já cá não esteja para ver.
    Isto é mesmo o ocaso da Civilização Cristã Ocidental, inquestionavelmente.
    Cumpts

    ResponderEliminar