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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Monumentalidade de Maio, melhoramentos de Abril...

  Quem, vindo de automóvel das Picoas ao Campo Grande, se encaminhe pelo túnel no Campo Pequeno apanha com as ventas duma cavalgadura bem diante, num cartaz eleitoral.
  É. A democracia tem custo imaterial que não é barato...
  Pois bem, tenho encarado com aquilo diàriamente, mas ontem vi que alguma alma caridosa rasgara uma tira de alto a baixo no meio do cartaz; desgraçadamente a fronha retratada via-se à mesma, sem dano... — Bom, quando hoje tornei a passar já alguém restaurara o cartaz; do rasgão nem sinal; uma diligência partidária assaz capaz em compor um estrago, honestamente. O diabo é que o figurão que se apresenta no cartaz mortinho por reger o que resta da nação esteve oito anos como presidente da C.M.L. e já de lá cavou. E nesse tempo todo conseguiu escavacar a Praça do Areeiro sem a nunca restaurar. Cá está como ficou. Até hoje.


Areeiro degradado (In O Corvo).jpg
Pr. do Areeiro calcetada em betão-relvado, Lisboa, 2015.
In O Corvo.

2 comentários:

  1. Inspector Jaap2/10/15 11:33

    As obras públicas, também definem um regime, pelo que isto que temos agora está magnificamente representado nestes trabalhos oportunísticos e rasteirinhos como ele.
    Cumpts

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  2. É a cara chapada da democracia e do bom governo.
    Cumpts.

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