Quem, vindo de automóvel das Picoas ao Campo Grande, se encaminhe pelo túnel no Campo Pequeno apanha com as ventas duma cavalgadura bem diante, num cartaz eleitoral.
É. A democracia tem custo imaterial que não é barato...
Pois bem, tenho encarado com aquilo diàriamente, mas ontem vi que alguma alma caridosa rasgara uma tira de alto a baixo no meio do cartaz; desgraçadamente a fronha retratada via-se à mesma, sem dano... — Bom, quando hoje tornei a passar já alguém restaurara o cartaz; do rasgão nem sinal; uma diligência partidária assaz capaz em compor um estrago, honestamente. O diabo é que o figurão que se apresenta no cartaz mortinho por reger o que resta da nação esteve oito anos como presidente da C.M.L. e já de lá cavou. E nesse tempo todo conseguiu escavacar a Praça do Areeiro sem a nunca restaurar. Cá está como ficou. Até hoje.
Pr. do Areeiro calcetada em betão-relvado, Lisboa, 2015.
In O Corvo.
As obras públicas, também definem um regime, pelo que isto que temos agora está magnificamente representado nestes trabalhos oportunísticos e rasteirinhos como ele.
ResponderEliminarCumpts
É a cara chapada da democracia e do bom governo.
ResponderEliminarCumpts.