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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Portugal

  A dissolução em que a regência estrangeirada lança a Nação é nítida. E deliberada. Deduzi-o há dias das palavras dessa mediocridade que nos calha por regente pedindo crianças e imigrantes para o País sem se referir para o efeito a... Portugueses. Entretenham-nos com futebóis!...


 Isto anda tudo ligado. A última tirada da agenda estrangeira para o que se ainda designa como Portugal saiu numa endrómina arengada docemente aos indígenas no jornal, com propósito evidente -- «U.E. propõe que Portugal receba 1700 deslocados» (jornal I, 27/V/2015). -- Do estrangeiro não propõem nada como plantam na notícia; o que fazem é ditar veladamente aos portugueses que alberguem por cá os ditos deslocados -- outro eufemismo das agências de comunicação para adormecer a opinião pública. Depois de terem andado a brincar às Primaveras árabes os burocratas neo-imperiais resolvem agora atirar para cá com o quinhão de hordas bárbaras que nos fizeram caber por quota. -- Hordas invasoras assim desfizeram o Império Romano do Ocidente e já nesse tempo o escol degenerado de Roma lhe não mediu o alcance. Agora chamam-lhe deslocados e migrantes por lhe mitigarem a desgraça, e o efeito. Triste engano. Triste Europa. À escala do portugalinho enormemente internacionalista, mai-lo seu escol pós-entreguista, levará um instante.


 O diktat entra pelos olhos, mas não há-de ser coisa a que os democráticos mandaretes de turno à bancarrota hajam de eximir-se (olhai lá o deles!...) Venham de lá os bárbaros diluir os portugueses, que estes estão a mais.


 E vem toda esta dissolução da Pátria a derramar-se hoje no dia de Portugal quando não sei por que acaso da providência, ontem, na emissora nacional, um desastrado (só pode) fez soar como do Além, no éter, a voz do Dr. Salazar:



  Temos passado anos a prègar, pela palavra e pelo exemplo, persistentemente, teimosamente, que todos não somos demais para continuar Portugal.



 Ironias que está bem, está! Se Salazar disse para os portugueses continuarem Portugal, desfaça-se-o já com estrangeiros!


Salazar, Terreiro do Paço, [1941].
Horácio de Novais, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.

8 comentários:

  1. Há uns anos li vários livros do Pierre Grimal. O autor explicava que a queda do Império se devia, em grande medida, à entrada de bárbaros, provenientes das Europa Central.

    A insegurança aumentou e o comércio nas estradas do Império decaiu devido aos saques. Os bárbaros ocupavam terras agrícolas mas não viviam como os nativos já «romanizados» e «civilizados».

    Com as tribos celtas e iberas que viviam na Península ou na Gália sucedeu o contrário. Mas os bárbaros da Europa Central não se integraram.

    E o que sucede agora em toda a Europa com os imigrantes africanos ou do Médio Oriente? O que é?

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  2. Entretanto Portugal afastou-se das línguas europeias com este acordo.

    Sinto uma profunda vergonha e tristeza por ver a nossa língua aproximar-se da ortografia de uma ex-colónia da América do Sul.

    Os jovens em Portugal têm dificuldade em escrever correctamente as línguas inglesa ou francesa e não duvido que tal se deve à nossa actual ortografia.

    Esta ortografia, esta bandeira, este Regime. Isto para mim já não é Portugal.

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  3. Peter Heather com pormenor em The Fall of the Roman Empire a queda do Império pela desarticulação causada pelos bárbaros. A sua gradual aculturação do séc. I ao IV por contacto com a civilização romana, a sua «inclusão», como se agora diz, nas estruturas romanas -- sobretudo militares minaram o império económica e polìticamente. As hordas bárbaras que o trespassaram desarticularam-no de todo e não deram hipótese de recuperação.
    Havemos de constar com a revolução social da cidadania romana a todos os povos do império e posteriormente a cristianização, que favoreceram a confederação dos bárbaros de dentro e fora das fronteiras do império. Ficou tudo minado.
    Do vazio dos escombros saiu uma Idade que os humanistas que o olharam da Renascença com os olhos do classicismo nem conseguiram dar nome.
    Cumpts.

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  4. Há dias catei um «eletrical» proveniente de engenheiro e reproduzido sem noção nem saber por jovem que estuda na universidade...
    Havemos de chegar a ponto de nem para ligar o botão da luz haver gente capaz. As democracias preferem dar votos a gente assim e até lhe chamam povo...
    Cumpts.

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  5. Marcos Pinho de Escobar12/6/15 14:29

    Texto certeiro, Caríssimo Amigo. Em tempos que já lá vão, na antiga França, o lema do Mestre Maurras era "tudo o que é nacional é nosso". No Portugalinho saído da abrilice 74 a palavra de ordem é "tudo o que é anti-nacional é nosso". Não querem Portugal nem portugueses. Substituição populacional já. Forte abraço.

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  6. E creio que resume tudo.
    Abraço.

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  7. Não basta todos os ataques e mais alguns contra a Nação dos portugueses, senão os ataques que ainda são levados a cabo agora pela própria direita oriunda da católica.

    Ainda recentemente o professor Paulo de Almeida Sande veio afirmar num artigo publicado no liberal Observador que todo o nacionalista é "um assassino em potência". Respondi-lhe à letra aqui mesmo:

    http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/06/o-nacionalismo-sera-mesmo-guerra-uma.html

    Esta gente não tem mesmo vergonha nenhuma na cara!

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