Dantes o telejornal durava meia hora e o noticiário da bola vinha no fim; o noticiário era ordenado por um critério que vinha do sério ao lúdico, parece-me. Era uma maneira de ver o Mundo...
Noto que hoje em dia os telejornais lambuzam as actualidades mais ribombantes da converseta de café como chamariz ao descuidado indígena e levam não mais de cinco ou seis minutinhos nessa vulgar quadrilhice para lhe em seguida jorrarem por cima do jantar 20-25 minutos de publicidade comercial; segue-se mais meia hora publicitária mais ou menos encapotada de notícia.
Esta noute o primado foi outro: o telejornal daquela sociedade industrial de concentrados dita S.I.C. levou mais de meia hora a estralejar os foguetes da bola antes de meter a publicidade ordinária; só então meteram as actualidades de café e o paineleiro de turno com mais conversa sobre a bola.
O que tiro disto é que o Mundo (o modo de olhá-lo) mudou: tem missa mercantil diária ao serão já depois da hora do terço. Salvo se houver bola.
Ámen!
Campo do Benfica, Luz, post 1954.
Estúdio de Horácio de Novaes, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.
Constata-se que a maioria das noticias são «não noticias». Em suma, folclore para um povo alienado!
ResponderEliminarE que maravilha quando tentam entrevistar os bárbaros...nem uma palavra conseguem soletrar, uivam, berram, vomitam, cospem, retrata enfim esta fauna que reina para aí em maioria...é uma tristeza. Só à fueirada...
ResponderEliminarE domingo há mais...
ResponderEliminarAlê, alê alê!
ResponderEliminarCumpts.
Poijá...
ResponderEliminarSafa!
Não há critério nenhum. Nada!
ResponderEliminarCumpts.
Eu não sei, meu caro, a quantos canais de televisão pode aceder. Por mim, notícias, obtenho-as sobretudo de estações de televisão estrangeiras (serão bárbaros os idiomas, pois que o sejam). O noticiário nacional, alcanço-o sobretudo por um ou dois jornais que ainda teimam em resistir à vergonha acordista . Diz-se de um deles que anda enfeudado à esquerdalha : é capaz, mas é impresso em bom português.
ResponderEliminarA filtragem faço-a eu que ainda sou dotado de cabecita para pensar. E que, "se mandasse" (ah, utópica locução!), não hesitaria em ilegalizar o futebol por uns dez anitos - pelo menos - e fazer prender, invertendo o ónus da prova, tudo quanto, ligado "à bola", estivesse acima do posto de roupeiro.
Um fascista enfim (sendo certo, claro, que era dantes que esta choldra era dos três "f").
Perdoará o desabafo.
Costa
Nada a perdoar.
ResponderEliminarTiramo-nos de nossos cuidados exercitando a bengalada na estupidez doutrinária e oficiosa dos noticiários nacionais, já vejo.
O noticiário lá de fora não me interessa. E das centenas de canais de TV que posso captar, praticamente só tiro proveito da Alma e dos Horizontes do prof. Hermano Saraiva.
De resto é tudo paupérrimo.
Cumpts.
Aprecio, francamente, o adjectivo que utiliza para os que participam em painéis.
ResponderEliminarAbraço
São cada vez mais. Até devem fazer bicha...
ResponderEliminarCumpts.
Para partir o coco a rir!
ResponderEliminarComo dizia o Outro, quando quero conhecer as últimas notícias leio São João, quer dizer, o Livro do Apocalipse... O Outro era o Léon Bloy. E já que alterar a grafia está na crista da vaga, proponho que a SIC seja promovida a SICK.
Abraço amigo.
E preparando já o futuro, que ponham no ar o SICK KIDS.
ResponderEliminarAbraço.