A Rainha Senhora D.ª Amélia deixa a igreja de São Vicente de Fora depois de ter rezado junto dos mausoléus de Dom Carlos, Dom Luís Filipe e Dom Manuel. 1945.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.
Acho piada à miúda com um ar semi-temeroso e/ou semi-desconfiado. A (talvez) irmã por timidez nem sequer ousou espreitar a Digna Senhora, escondeu-se simplesmente atrás da irmã... O pai, pelo contrário, agradado por ter-lhe sido dada a oportunidade (inesperada e porventura a única que iria ter em toda a sua vida) de ver passar a dois passos de si a Real visitante, limitou-se descontraìdamente a sorrir.
E a altura da Raínha?! Eu já sabia que era muito alta, mas, Meu Deus, era muitíssimo mais alta do que todos os seus acompanhantes! Pra'í um metro e oitenta e tal ou mesmo e noventa, de certeza!
Deliciosa, sim, e com toda a propriedade o diz; quanto à estatura: Bem, convenhamos que ele há uma diferença de estatura entre a Rainha Senhora D.ª Amélia e a actual… Hum, nem sei que lhe hei-de chamar; e não me refiro só ao físico, que ocasionalmente é directamente proporcional à classe e fidalguia da pessoa; aquela, era o que tínhamos, esta é o que temos; (mais) palavras para quê? Cumpts
Também notei a petiza. Parece atemorizar-se. Por ela troquei a fotografia que primeiro escolhera para publicar. Está é bem melhor. O efeito da Rainha no povo 35 anos depois do exílio é digno de nota. No seu funeral, em 1951, um mar de gente povoou a Rua da Voz do Operário da Graça a São Vicente. Sem clareiras. A Rainha D.ª Amélia tinha para cima de 1,90m. Em virtude disso aparece sentada em inúmeros retratos com el-rei D. Carlos de pé. Cumpts.
Suspeito que a miúda estivesse assustada com a estola da Senhora Dona Amélia...
Dois comentários mais:
- o cavalheiro atrás da Rainha não é porventura o Conde de Paris?
- o outro cavalheiro mais à direita, entre o Conde de Paris e o clérigo, tem pormenores de elegância verdadeiramente deliciosos: jaquetão de cerimónia (calça fantasia e casaco assertoado), chapéu de aba "Homburg" (à Salazar...), luvas e, por fim mas não menos importante, bengala de cana da Índia. Já não há disto!
Não creio. Mais faz lembrar Ricardo Espírito Santo Silva. Muito boa observação sobre a elegância perdida. Também já não há descrições assim. Talvez por a moda ter dado no que deu. Cumpts.
Acho piada à miúda com um ar semi-temeroso e/ou semi-desconfiado. A (talvez) irmã por timidez nem sequer ousou espreitar a Digna Senhora, escondeu-se simplesmente atrás da irmã...
ResponderEliminarO pai, pelo contrário, agradado por ter-lhe sido dada a oportunidade (inesperada e porventura a única que iria ter em toda a sua vida) de ver passar a dois passos de si a Real visitante, limitou-se descontraìdamente a sorrir.
E a altura da Raínha?! Eu já sabia que era muito alta, mas, Meu Deus, era muitíssimo mais alta do que todos os seus acompanhantes! Pra'í um metro e oitenta e tal ou mesmo e noventa, de certeza!
Que delícia de fotografia.
Maria
Deliciosa, sim, e com toda a propriedade o diz; quanto à estatura:
ResponderEliminarBem, convenhamos que ele há uma diferença de estatura entre a Rainha Senhora D.ª Amélia e a actual… Hum, nem sei que lhe hei-de chamar; e não me refiro só ao físico, que ocasionalmente é directamente proporcional à classe e fidalguia da pessoa; aquela, era o que tínhamos, esta é o que temos; (mais) palavras para quê?
Cumpts
Também notei a petiza. Parece atemorizar-se. Por ela troquei a fotografia que primeiro escolhera para publicar. Está é bem melhor.
ResponderEliminarO efeito da Rainha no povo 35 anos depois do exílio é digno de nota. No seu funeral, em 1951, um mar de gente povoou a Rua da Voz do Operário da Graça a São Vicente. Sem clareiras.
A Rainha D.ª Amélia tinha para cima de 1,90m. Em virtude disso aparece sentada em inúmeros retratos com el-rei D. Carlos de pé.
Cumpts.
Simplesmente não nos calha haver, sequer, hoje, termo de comparação.
ResponderEliminarCumpts
Suspeito que a miúda estivesse assustada com a estola da Senhora Dona Amélia...
ResponderEliminarDois comentários mais:
- o cavalheiro atrás da Rainha não é porventura o Conde de Paris?
- o outro cavalheiro mais à direita, entre o Conde de Paris e o clérigo, tem pormenores de elegância verdadeiramente deliciosos: jaquetão de cerimónia (calça fantasia e casaco assertoado), chapéu de aba "Homburg" (à Salazar...), luvas e, por fim mas não menos importante, bengala de cana da Índia. Já não há disto!
Ampliei a fotografia e o clérigo que mal se vislumbra parece-me ser o Cardeal Cerejeira, ele mesmo.
ResponderEliminarReparo atento, mas, lamento desiludi-lo.
ResponderEliminarCumpts.
Não creio. Mais faz lembrar Ricardo Espírito Santo Silva.
ResponderEliminarMuito boa observação sobre a elegância perdida. Também já não há descrições assim. Talvez por a moda ter dado no que deu.
Cumpts.
Caro amigo, não me desilude nada; fica antes a dúvida esclarecida. Obrigado!
ResponderEliminar:) Cumpts.
ResponderEliminarSerá o Teixeira de Sampaio?
ResponderEliminarNão pode ser. Comoveu-se ao beijar a mão de S.M., como se sabe, e não resistiu.
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